Riscos Profissionais

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A cozinha, um espaço pequeno e inúmeros riscos

Jorge Javier Carrión Gil.Oct 30, 2017
A hotelaria e restauração inclui várias profissões: empregado de mesa, limpeza, barman… Mas quem assume mais riscos e é indispensável é o chef e a sua equipa de cozinha. Dizem que a cozinha é uma arte, uma disciplina onde o stress é máximo e, num curto período de horas, se vive a grande velocidade. Não importa se é um restaurante de luxo, com 3 estrelas Michelin, ou o restaurante da esquina, quando os clientes estão à mesa, os pratos têm de sair. Dentro da cozinha, a frase mais ouvida é “ouvido, cozinha!”, já o vimos em centenas de filmes e programas de televisão. Mas o que não vemos ou não estamos conscientes é do risco que uma equipa de cozinha assume todos os dias. Riscos num pequeno espaço As cozinhas, sejam de grandes ou pequenos restaurantes, costumam ser pequenas e, por vezes, com uma distribuição desequilibrada. Isto faz com que o espaço para trabalhar seja limitado e os acidentes podem ocorrer com maior facilidade. Além disso, é um trabalho onde o fogo, as panelas a ferver e os molhos podem transformar o dia de trabalho num campo de batalha. Entre os riscos, os mais comuns são as quedas ao mesmo nível, por exemplo, ao escorregar em líquidos no chão. As queimaduras também são o pão de cada dia, seja por tirar apressadamente um assado do forno sem usar as luvas de proteção adequadas, o risco de derramar uma panela de cozido em ebulição ao bater no cabo ou, em bancadas de fogões, uma chama mais forte do que o esperado. O fogo e o risco de incêndio estão presentes em espaços de trabalho como as cozinhas. Por esta razão, os chefs e cozinheiros, apesar de estarem sempre a correr de um lado para o outro a elaborar pequenas obras de arte, maximizam a precaução, tanto para não sofrerem uma queimadura como para não ferirem um colega. Por outro lado, todos os fornos e fogões devem ser corretamente desligados, para evitar fugas de gás que acabem por provocar graves acidentes no restaurante. Não podemos esquecer os talheres de todo o tipo. Os cortes são outro dos riscos clássicos dentro de uma cozinha. É comum que a pressa e os pequenos utensílios muito afiados possam causar cortes nos dedos. Para evitar estes pequenos acidentes, as facas, ferramentas de trabalho, devem ter um cabo antiderrapante. Além disso, quando se trata de cortes por usar máquinas, é necessário que estas tenham todas as revisões em dia e um adequado sistema de bloqueio. Como se proteger na cozinha Existem medidas preventivas que evitam estes riscos que mencionámos. Manter a ordem e a limpeza é fundamental para evitar escorregões e diminuir o stress. Além disso, aconselha-se em grandes cozinhas com uma equipa numerosa de ajudantes e cozinheiros que cada um tenha um posto de trabalho atribuído, para evitar percorrer toda a cozinha e bater em panelas ou em colegas que estão a manusear ferramentas cortantes. Por outro lado, como equipamentos de proteção individual, recomendam-se jalecas e uniformes resistentes às lavagens. Tanto para evitar sujar-se como para manter a higiene. Por outro lado, um calçado antiderrapante e confortável, que permita mover-se com agilidade e passar várias horas de pé sem se preocupar com a saúde dos pés. As luvas também aparecem no inventário de EPIs. Por higiene, para evitar contaminar os alimentos, utilizam-se luvas descartáveis. No entanto, para se proteger das queimaduras, usam-se as luvas de forno, que permitem tirar pratos do forno sem se queimar. Além disso, os cortes podem ser evitados utilizando luvas anticorte, sobretudo quando se manuseiam peças grandes de carne ou maquinaria.

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Proteger-se da inalação de tintas

Jorge Javier Carrión Gil.Feb 24, 2017
Riscos que derivam do uso de determinadas substâncias químicas como, por exemplo, as tintas. Riscos e medidas preventivas para pintores.

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Talco-silicose, doença da indústria química

Jorge Javier Carrión Gil.Oct 07, 2016
A talcose é uma doença pulmonar causada pela absorção de talco, classificada como doença profissional.

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Risco de trabalhar à chuva

Jorge Javier Carrión Gil.Sep 15, 2016
Um escorregão, perda de visibilidade ou pisos instáveis durante a chuva podem resultar numa queda grave ou num acidente de viação.

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Fumos e gases, riscos para o soldador

Jorge Javier Carrión Gil.Aug 11, 2016
Oficinas de reparação automóvel, indústrias petroquímicas, o setor naval e até mesmo as profissões ligadas à construção em geral e, em particular, à construção de estruturas metálicas, necessitam nas suas equipas de soldadores profissionais. Uma profissão que, atualmente, se encontra entre os trabalhos com maior sinistralidade devido a acidentes de trabalho. De acordo com os dados do Ministério do Trabalho e Imigração, do total de acidentes ocorridos em Castela e Leão, mais de metade ocorreram nestes dois setores. Portanto, a profissão de soldador deve ser levada muito a sério, tanto pelo profissional como pela empresa que contrata estes serviços profissionais. São trabalhos que, se mal executados, sem as medidas preventivas adequadas, podem causar a morte. Em muitos casos, a empresa não proporciona a formação adequada em termos de medidas preventivas que o trabalhador deve respeitar e cumprir, o que resulta num mau conhecimento dos riscos que assume, apesar de ser um soldador experiente. Da mesma forma, a sinistralidade aumenta pela não utilização de equipamentos de trabalho que cumpram a legislação de segurança e uma utilização inadequada de protocolos de atuação em trabalhos especialmente perigosos como, por exemplo, os trabalhos de soldadura em altura ou em locais confinados, que implicam um risco acrescido, por um lado, no próprio trabalho de soldadura e, por outro, em todo o risco decorrente de trabalhar num espaço confinado. Exposição a contaminantes químicos Quando pensamos numa soldadura, visualizamos como primeiros riscos os que decorrem de um acidente com a maquinaria ou relacionados com queimaduras, mas é difícil aperceber-se de que existem outros riscos graves como a exposição a contaminantes químicos. Ao realizar este trabalho, o soldador fica exposto a fumos e gases, que se originam ao soldar o material e ficam no ambiente de trabalho. É importante que estes gases não sejam respirados pelo trabalhador, seja o soldador ou colegas que se encontrem perto da operação de soldadura. A inalação pode levar a perturbações de saúde como intoxicações agudas e doenças profissionais, de natureza muito diversa dependendo das condições particulares de trabalho. Por esta razão, é importante minimizar os riscos e diluir estes gases que, na sua maioria, são óxidos de ferro, fumos de alumínio, fosgénio ou fluoretos, incluindo fumos radioativos. Para isso, deve ser aplicada ventilação localizada, que consiste em criar correntes de ar que atuam diretamente sobre o foco da contaminação, aspirando os fumos produzidos ao soldar. Para isso, podem ser utilizadas mesas de soldadura com aspiração, cabines de soldadura ou campânulas móveis de aspiração. Além disso, deve ser assegurado que no local de trabalho exista ventilação geral, para isso as soldaduras devem ser realizadas num local com as dimensões adequadas, uma distribuição favorável dos postos de trabalho dos soldadores e o isolamento da secção de soldadura dos restantes postos de trabalho, para evitar que esses fumos cheguem a outros trabalhadores alheios a esse posto. Além disso, nos trabalhos de soldadura, serão usados, a título complementar às medidas expostas, nunca como substitutos, equipamentos de proteção individual como luvas de resistência térmica ou anticalóricas segundo a norma EN 407 ou máscaras autofiltrantes para partículas com proteção mínima FFP2.

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Setor agrário, higiene e medidas preventivas

Jorge Javier Carrión Gil.Jun 20, 2016
Estamos habituados a abrir o frigorífico, tirar os legumes e preparar uma rica salada, poucas vezes nos damos ao trabalho de pensar no trabalho que se realiza no setor agrícola, os riscos que assumem neste setor e a maquinaria pesada que se emprega para colher cada fruta ou legume que vai da terra para a mesa. O setor agrícola é um grande esquecido quando pensamos em acidentes de trabalho, na sua prevenção e nos riscos que os trabalhadores assumem. Segundo os dados extraídos da estatística de acidentes de trabalho e doenças profissionais realizada pelo Ministério do Emprego e Segurança Social, só na Extremadura, registaram-se um total de 2.073 acidentes de trabalho com baixa laboral nos setores da agricultura, pecuária e silvicultura entre janeiro e novembro de 2015, dos quais 2.031 ocorreram durante a jornada de trabalho. Dados que evidenciam a necessidade e preocupação pelos trabalhadores do setor e a proteção dos mesmos. Acidentes causados por seres vivos Assim é, pode ser surpreendente, mas é real, um dos acidentes mais comuns no setor são aqueles produzidos por seres vivos, segundo um estudo elaborado pelo Instituto Galego de Segurança e Saúde Laboral (Issga) em 2014. A pecuária é uma atividade económica de origem muito antiga, que se centra em manejar animais com a finalidade de aproveitar a sua produção, seja carne, ovos, leite ou outros produtos. Se por norma geral consideramos um cão ou gato, animais domésticos, que podem ter um carácter imprevisível, do mesmo modo são as vacas, as cabras ou os porcos. Os acidentes mais comuns produzem-se durante atividades como o manejo do animal aquando de uma revisão veterinária, durante a limpeza do local onde reside o animal, nas ordenhas, amarrações ou na inseminação artificial. Os animais não são domésticos e não gostam de ser manipulados, entram num estado de stress e podem reagir com coices, chifradas, investidas ou empurrões, inclusive mordidelas ou pisadelas. Por esta razão, devemos lidar com a situação quando se trata de animais com muita prudência e ter presente que o seu comportamento é totalmente imprevisível, assim como extremar as precauções ao manipular zonas doloridas do animal ou delicadas. Zoonoses de origem laboral Além de procurar um cuidado aquando do manejo do animal, temos de ter presente a possibilidade de contrair uma infeção. As zoonoses são doenças de origem profissional e algumas delas aparecem como tal na lista de doenças profissionais causadas por agentes biológicos do Real Decreto 1299/2006, pelo qual se aprova o quadro de doenças profissionais no sistema da Segurança Social, e se estabelecem os critérios para a sua notificação e registo. Cabe destacar, para que fique mais claro, que segundo a Organização Mundial da Saúde, as zoonoses definem-se como aquelas doenças que se transmitem de forma natural dos animais vertebrados ao homem e vice-versa. Por esta razão, devemos tomar e extremar as medidas ao lidar com animais, para evitar um possível risco biológico transmitido pelo animal, assim como pelos seus produtos, fezes ou o solo contaminado pelas mesmas. Por norma geral, os agentes infeciosos podem transmitir-se por via respiratória, digestiva, cutâneo-mucosa ou por inoculação acidental, como se produz com a Febre de Malta, ocasionada pela bactéria Brucella e transmitida por vários animais por produtos fecais, leite, sangue ou fezes. Para prevenir um contágio durante o manejo de animais e as suas estadias, em primeiro lugar devem diagnosticar-se de forma precoce se o animal pode padecer de alguma doença, sobretudo naqueles que chegam novos ao recinto e mantê-los em quarentena até dispor dos resultados. Por outro lado, os trabalhadores devem usar equipamentos de proteção individual para evitar o risco de contágio como luvas, máscaras, calçado de segurança e macacões de trabalho ou descartáveis. Por último, não esquecer desinfetar o habitat do animal para evitar que possa contagiar-se de qualquer agente tóxico e produzir a perda do gado. É importante trabalhar com máxima higiene nestes setores laborais, cumprir com a legislação vigente, tanto em matéria de prevenção de riscos laborais como de saúde, já que os produtos derivados destes animais estão destinados ao consumo humano.

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Limpeza de piscinas e inalação de vapores

Jorge Javier Carrión Gil.May 12, 2016
Conheça os riscos da limpeza de piscinas por inalação de vapores químicos, como prevenir intoxicações e que equipamentos de proteção usar para garantir a segurança no trabalho.

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Doenças profissionais associadas ao setor metalúrgico

Lorena Mosquera.Feb 25, 2016
A sinistralidade no setor do metal tem sido, infelizmente, um dos setores mais afetados por acidentes de trabalho ou doenças profissionais, especialmente as empresas de fundição de alumínio. De facto, o uso de amianto e uralite foi proibido devido ao risco cancerígeno que representava para os trabalhadores. Dentro dos riscos que os profissionais do setor do metal sofrem encontram-se, na maioria dos casos, os cortes e perfurações, os golpes, as quedas de objetos, materiais ou ferramentas, os entalamentos ou esmagamentos por equipamentos ou maquinaria, as queimaduras, as quedas ao mesmo nível, a projeção de partículas ou pedaços de material e os sobre-esforços por manipulação manual de cargas. No entanto, não podemos deixar de lado as doenças profissionais que afetam estes trabalhadores, que se agrupam em riscos higiénicos e riscos ergonómicos. Riscos higiénicos associados ao setor do metal Podem distinguir-se três grupos dentro dos riscos higiénicos: agentes físicos, como pode ser o elevado ruído associado a trabalhos de caldeiras, fundições, forja ou estampagem, destacando que a perda de audição provocada pelo ruído é a doença profissional mais comum na União Europeia. Por outro lado, os agentes químicos, que se associam à absorção de tóxicos, estes penetram por via respiratória em forma de gás, vapor ou aerossol e inclusive por via dérmica. Por último, os agentes biológicos, que não são os mais abundantes no setor do metal, podem ser derivados da exposição ao tétano, vapores de água ou legionela e riscos derivados da contaminação microbiana dos óleos ou líquidos de corte por bactérias ou fungos. Para prevenir estes riscos é necessário que os trabalhadores contem com um equipamento de proteção individual (EPI) adequado, desde protetores auriculares para proteger do ruído, máscaras ou máscaras respiratórias completas, botas de segurança com biqueira de metal, para prevenir as quedas de objetos ou golpes contra objetos, assim como luvas de segurança e vestuário apropriado, inclusive em determinados postos de trabalho será necessário usar macacões ignífugos. Doenças profissionais associadas ao setor do metal As doenças profissionais que podem sofrer os trabalhadores do setor do metal destacam as doenças respiratórias, do sistema nervoso, cancro, doenças da pele ou hepáticas e renais. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a cada ano ocorrem mais de 2.500.000 de doenças relacionadas com as vias respiratórias na indústria do metal, entre elas, de caráter crónico relacionadas com a exposição a gases, vapores ou fumos, por esta razão é imprescindível a proteção com máscaras adequadas. A doença mais famosa e que mais problemas causou durante anos neste setor é a Silicose, de caráter irreversível, que se produz pela inalação de partículas de sílica que emergem ao realizar atividades como cortar, partir, esmagar, perfurar, triturar ou quando se efetua a limpeza abrasiva de materiais com sílica cristalina. Os primeiros sintomas podem aparecer aos 15 ou 20 anos após a exposição, incluem dificuldade para respirar, tosse forte e fraqueza. Conforme a doença se agrava, pode aparecer febre, perda de peso, suores noturnos, dores no peito e insuficiência respiratória. Para prevenir a Silicose é imprescindível controlar a exposição ao pó e reduzir a sua presença nos locais de trabalho, instalar controlos técnicos e métodos de contenção para evitar que o pó escape para o ar. Além disso, evitar respirar o pó para o qual é necessário usar máscaras respiratórias com fornecimento de ar, tomar banho ou lavar-se, assim como vestir roupas limpas antes de sair do trabalho. É importante tomar medidas preventivas para evitar doenças profissionais no setor do metal, já que são doenças de caráter grave e em muitos casos mortais.

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Exposição ao ruído, causa de doenças graves

Lorena Mosquera.Jan 26, 2016
Na Europa, segundo um estudo, um em cada cinco trabalhadores é forçado a levantar a voz para conseguir falar com o colega durante o horário de trabalho, ou seja, 7% sofre de problemas auditivos. Entre os trabalhos com maior exposição ao ruído estão as obras de construção, em pistas de descolagem de aeroportos ou no porto; a Organização Marítima Internacional dá indicações aos navios para a redução do ruído. Ao realizar uma Avaliação de Riscos Profissionais destinada a analisar o ruído, deve medir-se a intensidade em decibéis (dB), bem como a magnitude do perigo que este ruído implica, que está relacionado com o tempo que o trabalhador está exposto a ele. Não é o mesmo entrar numa oficina para realizar uma auditoria durante uma hora uma vez por semana, do que permanecer 7 horas exposto ao mesmo ruído; os danos auditivos não são iguais. Doenças provocadas pela exposição ao ruído Em primeiro lugar, ao pensar em doenças derivadas da exposição ao ruído, pensamos na perda auditiva, mas são muitas mais as afeções que o trabalhador pode sofrer. A exposição a um ruído sem proteção adequada e durante muitas horas pode acelerar o pulso e provocar taquicardias, atingindo de 100 batimentos por minuto e até 400 batimentos por minuto. Este ritmo tão elevado dificulta que o coração não possa bombear sangue com altos níveis de oxigénio e o profissional sofra a longo prazo de tonturas ou tremores. Por outro lado, pode sofrer um aumento da frequência respiratória, que é conhecida como Taquipneia. Não se sofrem apenas danos físicos, mas também psicológicos. Diante da exposição a altos níveis de ruído de forma prolongada, o estômago pode reagir segregando uma substância ácida e uma quantidade de hormonas suprarrenais, ou seja, os primeiros sintomas de alarme diante de stresse agudo. Outro dano psicológico é a dificuldade em concentrar-se, que desencadeia uma diminuição do nível de rendimento e, por outro lado, pode aumentar o nível de ansiedade no profissional ao sentir-se incomunicável com o seu ambiente. Além disso, a exposição ao ruído de forma prolongada ocasiona irritabilidade, distúrbios do sono e as suas consequências como fadiga ou depressão. Não podemos ignorar as doenças derivadas da perda auditiva, como o Zumbido ou Acufeno, que muitos de nós já sofreram em distintas ocasiões. É um ruído persistente semelhante a assobios que se produz no nosso ouvido. Se sentimos este zumbido de forma constante e todos os dias, pode ser um sinal de uma lesão do ouvido interno ou da cóclea, nesse caso o melhor é procurar um médico. Outra doença é a Hipoacusia Sensorial por ruído, que provoca uma diminuição progressiva da audição. Em muitos casos, se tratada a tempo, é reversível, mas noutras ocasiões implica a perda da audição. Qualquer profissional que não utilize os Equipamentos de Proteção Individual indicados para proteger o ouvido e esteja exposto ao ruído permanentemente pode sofrer desta doença. Proteger o nosso ouvido do ruído Mas trabalhar exposto ao ruído não implica que o trabalhador sofra, obrigatoriamente, uma doença auditiva. Graças à proteção, pode-se evitar e trabalhar sem qualquer risco. Existem dois tipos de proteção auditiva, passiva e não passiva. Esta última é dependente do nível e possui uma atenuação acústica que varia ao mudar o nível de ruído no posto de trabalho. Entre os protetores passivos podemos encontrar protetores auriculares, que cobrem as orelhas e se adaptam à cabeça com almofadas preenchidas com espuma plástica. Outra opção são os tampões, que se introduzem nos ouvidos e bloqueiam a entrada de ruído. A vantagem destes é que costumam ser moldáveis e podem ser mais confortáveis para os trabalhadores. Por outro lado, os protetores não passivos podem ser, de igual forma, protetores auriculares ou tampões, mas incorporam um sistema eletrónico de restauração do som, que regula a atenuação à medida que diminui o nível sonoro a que o profissional está exposto. Por sua vez, existem protetores auriculares e tampões que incorporam um sistema de comunicação, evitando o isolamento. Com este sistema, os profissionais não só podem enviar mensagens a outros colegas, mas também transmitem sinais ou alarmes em caso de risco. Além disso, as zonas de trabalho onde o uso de protetores auriculares ou tampões é de uso obrigatório ou recomendado devem estar adequadamente sinalizadas e os encarregados ou responsáveis de zona deverão zelar pelo uso dos EPIs por parte dos trabalhadores.

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Riscos e tendências para a saúde ocupacional das mulheres

Lorena Mosquera.Oct 18, 2015
Março é o mês das mulheres. O que começou como um simples dia tornou-se algo muito maior, tudo graças ao esforço de milhões de mulheres que reivindicam os seus direitos. Embora o #8M já não seja conhecido como o Dia Internacional da Mulher Trabalhadora, não podemos esquecer que uma parte importante dessas reivindicações nasce da necessidade de melhores condições de trabalho. Não se trata apenas de uma questão de respeito pelos seus direitos, mas também de garantir a sua segurança no ambiente profissional. Não precisamos de ir muito longe para entender os desafios que as mulheres enfrentam. A pandemia e o confinamento que vivemos em 2020 e cujos efeitos ainda sentimos hoje são um claro exemplo do panorama laboral feminino. Por um lado, as profissões habitualmente desempenhadas por mulheres, como a saúde ou os serviços, foram cruciais para que todos nos mantivéssemos à tona. Ao mesmo tempo, isso significa que as mulheres foram as que mais sofreram as consequências da pandemia, pois estavam na linha da frente. A isso somou-se o encerramento dos centros educativos, a mistura entre as aulas tele presenciais e o teletrabalho. Em muitos casos, as tarefas domésticas e o cuidado dos mais pequenos recaíram sobre elas. Também não é que estejamos a descobrir a pólvora. A Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho estudou esta situação em detalhe. Quais são os obstáculos que as mulheres encontram no ambiente de trabalho? Segurança no trabalho: as mulheres estão bem protegidas? Existe a ideia de que os ambientes de trabalho onde as mulheres estão mais presentes são mais simples e seguros, mas nada poderia estar mais longe da realidade. As mulheres ocupam cargos no campo da saúde, investigação, construção e transporte, e esses não são os únicos que acarretam riscos para a sua saúde e segurança. Os setores da educação e da hotelaria, por exemplo, também têm de superar dia após dia os seus próprios obstáculos e riscos. Não tenhas dúvidas: a segurança no trabalho não consiste apenas em prevenir acidentes e doenças. Hoje em dia, inclui também a necessidade das pessoas de que o seu emprego se adapte às suas condições físicas e psicológicas. Neste sentido, há muito trabalho a fazer para que as mulheres estejam devidamente protegidas. As medidas de segurança que tomas na tua empresa, o correto estado da maquinaria, ter as ferramentas adequadas, os níveis de ruído, de iluminação..., são alguns dos detalhes a ter em conta na hora de criar um ambiente de trabalho ótimo para as tuas funcionárias. Por exemplo, se as tuas trabalhadoras passam muito tempo de pé, é importante que o calçado do seu uniforme seja confortável. As vendedoras e as empregadas de mesa passam assim muitas horas por dia, o que implica um esforço físico constante. Com o tempo, isso pode desencadear problemas para a sua saúde e diminuir a sua produtividade. As dores físicas são habituais no setor hoteleiro, ao ponto de serem consideradas doenças profissionais. Em profissões onde o risco é maior, como é o caso da construção e da engenharia, o acesso ao ambiente de trabalho é mais complicado para as mulheres. Muitas não conseguem entrar em campos de trabalho maioritariamente masculinos, e as que superam essa barreira deparam-se com novos desafios que afetam o seu bem-estar, como a falta de equipamento, vestuário e recursos adaptados às suas necessidades. É um exame que os setores sanitários e científicos aprovam com mais frequência. No entanto, não são os únicos que incluem o uso de químicos, e é que não podemos esquecer as profissionais de limpeza, que realizam um trabalho fundamental sem o qual muitos espaços seriam incapazes de funcionar corretamente. Apesar disso, muitas das mulheres deste campo dispõem apenas do mínimo para realizar o seu trabalho, ficando desprotegidas perante uma infinidade de riscos para a sua saúde. Falamos do uso de produtos químicos, sim, mas também do transporte e deslocamento de pesos e do contínuo movimento que submete as tuas funcionárias e os seus corpos a muita pressão. Para garantir a sua segurança, nem todo o vestuário serve, mas sim que precisam de um adaptado às tarefas que realizam. Não podem faltar as luvas, o calçado antiderrapante nem as ferramentas para carregar com todos os utensílios de limpeza confortavelmente. Quebrar o teto de vidro em segurança Fala-se muito da necessidade de quebrar o teto de vidro. Atualmente, as mulheres ocupam menos cargos de responsabilidade e liderança do que os homens, e isso é algo que tem de mudar. Para que isso aconteça, a proteção laboral das trabalhadoras é imprescindível. Deve ser garantida desde o primeiro momento, e não pode acabar uma vez que o teto se quebre. A segurança no trabalho é uma questão que deve ser desenvolvida ao longo do tempo, melhorando pouco a pouco as medidas e condições sob as quais trabalhamos. É uma questão que na Naisa levamos muito a sério. É por esse motivo que contamos com uma grande variedade de produtos, para assim cobrir as necessidades de diferentes setores.