Notícias de Proteção no Trabalho

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O tecido de ganga no vestuário de trabalho

Jorge Javier Carrión Gil.Nov 22, 2022
Universalmente conhecido, o tecido de ganga nasceu com o objetivo de resistir ao trabalho árduo dos mineiros americanos. No entanto, soube sobreviver à passagem do tempo e permanecer como um tecido que encontramos em todos os guarda-roupas do mundo. Sabia que também existe roupa de trabalho fabricada em tecido de ganga? No artigo de hoje vamos conhecer um pouco melhor este tipo de tecido e os usos que tem no vestuário laboral. História do tecido de ganga A palavra jean parece ter a sua origem na cidade italiana de Génova (Gênes em francês), onde foi desenvolvido pela primeira vez um tecido de algodão muito resistente. Com o desejo de conseguir algo similar, na cidade francesa de Nîmes fabricaram um tecido combinando fios brancos e azuis. Já nos Estados Unidos, Levi Strauss começou a vender este tecido. Em 1873, associou-se com o alfaiate Jacob Davis para produzir calças de trabalho duráveis e resistentes graças à introdução de uns rebites de metal. Nascia a famosa calça de ganga, que se tornou muito popular naquela época entre trabalhadores do campo e da mina. Esta calça sobreviveu e, como sabemos, atualmente é uma peça imprescindível no nosso guarda-roupa. E não só isso, mas encontrámo-lo em todo o tipo de peças: camisas, casacos, vestidos… A ganga, longe de desaparecer, é um tecido cada vez mais versátil. Vantagens da roupa de trabalho de ganga Embora se trate de um tecido que nem sempre associamos ao mundo laboral, a verdade é que o tecido de ganga oferece muitas vantagens. Por um lado, é um tecido confortável, especialmente quando combinado com fibras elásticas, um tecido cada vez mais procurado pela sua elasticidade e conforto. Por outro lado, o tecido de ganga é muito versátil e permite adaptar-se a diferentes estilos e tipos de peça, dando um toque casual ao uniforme de trabalho. Hoje em dia, os usos do tecido de ganga para o fabrico de roupa de trabalho são numerosos. Dispomos de calças e camisas, mas também de casacos ou aventais. De facto, são peças comummente utilizadas no setor da hotelaria, onde proporcionam um estilo profissional mas descontraído. Calças de ganga de trabalho Precisamente por ser um tecido tão versátil, atualmente usam-se diferentes tipos de calças de ganga. Cada uma delas adapta-se às necessidades e estilos de cada trabalhador. Vejamos alguns dos mais frequentes no vestuário laboral. Calças de ganga clássicas O regular fit é o corte clássico por excelência. Não são nem demasiado amplas nem demasiado justas, pelo que são pensadas para a grande maioria dos corpos. São as mais adequadas em uniformes clássicos. Calças de ganga slim fit As calças de ganga slim fit têm um corte mais estreito, pelo que se ajustam mais ao corpo e o marcam mais. Ainda assim, não são muito apertadas, pelo que permitem mover-se de forma confortável. São mais favorecedoras, perfeitas para aqueles que procuram dar um toque mais moderno ao uniforme laboral, como em bares ou restaurantes, sem perder as características básicas de umas calças de trabalho. Por exemplo, na nossa loja online temos estas calças de ganga Velilla, com oito bolsos e reforçadas com dupla costura. Calças de ganga Stretch O tecido Stretch é uma combinação de fibras elásticas que tem uma grande capacidade de esticar. As peças fabricadas com este tecido são leves e confortáveis. Na nossa loja temos, por exemplo, umas calças de trabalho de ganga elásticas que são realmente confortáveis, ideais para as longas jornadas laborais. Bermudas de ganga As bermudas são calças de trabalho indicadas quando o calor chega em certos setores ou atividades em que não é necessário proteger toda a perna. As bermudas de ganga combinam a durabilidade do tecido de ganga com elementos básicos em qualquer calça de trabalho como numerosos bolsos e costuras reforçadas, como estas bermudas de ganga Velilla. Outras peças de trabalho de ganga Apesar de tradicionalmente a ganga ter sido associada às calças, a verdade é que existem todo o tipo de peças de ganga. Por exemplo, poderíamos completar o uniforme de trabalho de um empregado de mesa com um avental de ganga comprido ou curto e uma camisa ou blusa de ganga. Ou um cozinheiro também poderia usar uma dólman de cozinheiro em tecido de ganga, dando um look mais atualizado ao seu uniforme. O tecido de ganga está longe de se ficar reservado para o fabrico de calças. Se já há muito tempo faz parte do guarda-roupa da maioria, atualmente começa a impor-se como o tecido escolhido para a criação de uniformes atuais e descontraídos. Na loja online da Naisa encontrará uma ampla gama de peças de ganga com as quais poderá adicionar conforto e estilo ao seu uniforme de trabalho. Convidamo-lo a visitá-la!

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O Neopreno e o seu uso em vestuário de trabalho

Jorge Javier Carrión Gil.Sep 12, 2022
O Neopreno tem certas aplicações como vestuário de trabalho. Descubra-as e aproveite os benefícios deste material tão resistente.

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Lanternas profissionais: guia completo

Lorena Mosquera.Jul 21, 2022
Trabalhar à noite ou em zonas escuras implica numerosas adaptações nas práticas laborais, pois a visibilidade é mais reduzida. Para estes casos, contamos com certos elementos que facilitam as tarefas neste tipo de ambientes como, por exemplo, o uso de roupa refletora. Um acessório indispensável é, sem dúvida, a lanterna. Neste artigo, ofereceremos um guia completo sobre a lanterna profissional: desde a sua história até aos seus usos laborais mais frequentes. Veremos que tipos existem no mercado e quais são os mais convenientes para cada atividade. Antes de mais, sabe quando foi inventada a lanterna? Breve história da lanterna A necessidade do ser humano de ter fontes de luz móveis levou-o a desenvolver as lâmpadas de querosene ou de óleo, depois do uso de velas e tochas. Qualquer um destes elementos representava um risco evidente. No entanto, a invenção da lâmpada elétrica e das pilhas permitiu dar uma solução a este perigo. Assim, em 1899, o britânico David Misell desenvolveu o primeiro modelo de fonte de luz portátil que funcionava com pilha. Parece que alguns modelos desta primeira lanterna foram doados à polícia de Nova Iorque e foram tão úteis que, no ano seguinte, já se vendiam lanternas a todas as esquadras do país. Em que ambientes é necessária uma lanterna profissional? As lanternas profissionais são utilizadas em ambientes e zonas escuras, como no setor da mecânica ou do canalizador, em escuridão total, como zonas confinadas ou em trabalhos noturnos, como pode ser a construção em determinadas ocasiões. Como vemos, são muito numerosos os setores em que podem ser necessárias: salvamento, manutenção industrial, eletricidade, serviços policiais ou segurança. Além de serem utilizadas para realizar diversas atividades laborais, as lanternas também são muito usadas em desportos como o trekking. Como escolher uma lanterna profissional? A seguir, veremos que não há uma lanterna perfeita e que a nossa escolha dependerá do uso que faremos dela. Em primeiro lugar, perguntar-nos-emos se precisamos de uma lanterna de mão ou de uma lanterna frontal. Lanternas de mão As lanternas de mão ou manuais são aquelas que têm de ser seguradas com uma mão. Encontramos numerosos tipos de lanternas manuais. Por exemplo, encontramos as à prova de choque, ou seja, resistentes para atividades com risco de quedas ou golpes. Também existem no mercado lanternas revestidas de borracha antiderrapante, ideais para um uso laboral, como a Stinger LED. Lanternas frontais As lanternas frontais podem ser usadas diretamente na testa ou sobre um capacete de segurança. Ao deixar as mãos livres, permitem trabalhar de forma mais confortável. Iluminam zonas escuras e permitem trabalhar em zonas de escuridão total. Além disso, não ocupam espaço e podem ser guardadas perfeitamente num bolso do uniforme, por exemplo. São pequenas, mas nem por isso menos potentes. Tal como as de mão, podem ter vários modos de iluminação e encontramo-las tanto de baterias recarregáveis como de pilhas, como a Argo HP LED C4. Quantos lúmens deve ter a minha lanterna profissional? O lúmen é a unidade de medida do fluxo luminoso que um objeto emite. Pois bem, um mecânico, que precisa de iluminar objetos próximos, não precisará da mesma quantidade de lúmens que um trabalhador de busca e salvamento de pessoas, que precisa de luz de longo alcance. Os modos de iluminação mais baixos (com menos lúmens) servem para uso interior ou quando se quer ver objetos próximos. Os modos mais altos estão reservados para certas atividades em que é necessário iluminar objetos distantes. Assim, podemos dizer que o recomendado para a maioria dos trabalhos é entre 100 e 200 lúmens. Felizmente, atualmente muitas lanternas contam com regulador que permite optar por diferentes modos de iluminação dependendo da situação de trabalho e necessidade. Lanternas LED Outra questão que devemos ter em conta na hora de escolher uma lanterna profissional é se é LED. Assim como com as lâmpadas, há lanternas com lâmpadas incandescentes e lanternas LED, mais frequentes há anos. O LED (light-emitting diode) é um dispositivo capaz de emitir mais lúmens por watt do que as lâmpadas incandescentes. Portanto, as lanternas LED são mais eficientes. Além disso, entre outras vantagens, podem emitir luz de diferentes cores e duram mais tempo. Fonte de alimentação Segundo a sua fonte de alimentação, encontramos lanternas recarregáveis ou lanternas a pilhas. Também veremos alguma no mercado a dínamo ou solar, mas talvez não sejam as mais convenientes em ambientes profissionais. Normativa ATEX A normativa ATEX (Prevenção de Riscos em Atmosferas Explosivas) regula as exigências requeridas em matéria de resistência a choques, entrada de água e de pó e contra riscos de explosão. As lanternas que cumprem com a normativa ATEX estão especialmente destinadas a setores como o dos bombeiros ou a manutenção industrial. Um dos modelos que segue esta normativa e que pode encontrar na loja da Naisa é a lanterna frontal HAZ-LO ATEX C4. Por último, como vimos antes, muitas vezes precisaremos de especificações adicionais para a nossa lanterna. Se trabalhamos com água ou humidade, devemos optar por lanternas resistentes à água. Ou, se na nossa atividade há risco de queda ou golpes, devemos contar com uma lanterna resistente a golpes. Na loja online da Naisa contamos com lanternas profissionais, tanto de mão como frontais. Trata-se de lanternas de grande qualidade, algumas delas de acordo com a normativa ATEX. Convidamo-lo a dar uma vista de olhos no nosso catálogo. Esperamos que possa encontrar a sua nova lanterna profissional.

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Sinais de trânsito para a empresa. A segurança vem em primeiro lugar

Jorge Javier Carrión Gil.Jul 15, 2022
Todos os dias, quando saímos à rua, vemos vários sinais de trânsito. Trata-se basicamente de elementos presentes no nosso dia a dia, cujo papel é essencial para a segurança de todos. Permitem informar os utilizadores sobre perigos frequentes ou pontuais num determinado local, avisos ou lembretes sobre a legislação em vigor e regras de conduta que zelam pela nossa segurança e bem-estar. No artigo de hoje, veremos algumas características básicas dos sinais de trânsito para depois nos centrarmos num tipo específico: os utilizados nas empresas. Analisaremos a sua importância para a segurança dos trabalhadores e utilizadores e quais são os que costumamos encontrar nestes ambientes profissionais. Vamos a isso! Características básicas dos sinais de trânsito Podemos resumir as características mais marcantes dos sinais de trânsito nas seguintes: Devem ser reconhecidas pela maioria da população. Para que isso seja possível, existem diretrizes internacionais que estabeleceram padrões para que pessoas de diferentes países e culturas possam reconhecer os sinais quando os virem. Na mesma linha, encontramos também o Código Internacional de Sinais ou CIS, amplamente utilizado em navios ou similares. Incluem-se aqui elementos como o código Morse, os semáforos ou as bandeiras de sinais. Devem estar situadas em locais visíveis. Quantas vezes foi cometido o erro de colocar um sinal de trânsito importante atrás de uma árvore? Todos os sinais de trânsito devem ser estrategicamente colocados para serem vistos por todos de vários ângulos. O design deve cumprir normas básicas de tamanho, forma e cor. De caráter internacional, distinguem-se cores para determinar diferentes funções, como o amarelo para alertar para o perigo ou pedir prudência, o vermelho para proibir, o azul para assinalar uma obrigação ou dar uma indicação, etc. A manutenção destes sinais é muito importante para evitar que as suas cores se deteriorem ou que se quebrem ou percam parte das suas características. No caso dos sinais localizados em empresas, será da responsabilidade rever periodicamente e verificar se continuam a cumprir a função para a qual foram criados. Uma vez que já conhecemos as características dos sinais de trânsito, centremos-nos nos utilizados nas empresas. Antes de mais, por que são tão importantes? Vantagens dos sinais de trânsito em empresas Imagina sair para a estrada e não haver um único sinal de trânsito? Assim como seria realmente complicado conduzir na estrada ou na cidade sem sinais, em certas empresas os sinais são uma solução de comunicação profissional e eficaz que garantem a segurança dos trabalhadores e outros utilizadores. Os sinais numa empresa indicam aos trabalhadores as zonas de perigo, as instruções de segurança que devem respeitar e outras indicações relativas a um determinado local. Por exemplo, existem sinais que servem para indicar a zona de estacionamento, incluindo os lugares reservados ou os exclusivos para trabalhadores com deficiência. Também se pode assinalar a entrada ou saída de um espaço concreto através de sinais direcionais pintados no pavimento. Que tipos de sinais podemos encontrar nas empresas? Há empresas que, devido às suas características ou funções, devem incorporar sinais nas suas dependências ou arredores. Mostramos alguns exemplos: Luzes de emergência: em determinadas ocasiões, pode acontecer que uma zona esteja mal iluminada (quer por si mesma, quer por razões horárias ou climatéricas). Nestes casos, é importante adicionar luz adicional para dar maior visibilidade a uma zona, como um parque de estacionamento ou caminho. Cones: os cones são elementos que podem desempenhar muitas funções, sendo, por isso, indispensáveis em praticamente qualquer tipo de empresa. Podem ajudar a sinalizar um caminho, a barrar a passagem, a alertar para algum perigo que possa ocorrer mais à frente, etc. Separadores de via: estes elementos servem sobretudo para empresas que têm um grande espaço exterior onde podem circular carros ou outros dispositivos móveis. Ajudam a separar faixas ou zonas onde não se possa aceder. Redutores de velocidade: trata-se de elementos que são instalados no chão para que não se excedam certos limites de velocidade. Por exemplo, na entrada de mercadorias ou em zonas onde seja frequente a passagem de trabalhadores. Estes redutores também são vistos frequentemente em vias urbanas. Vedações e barreiras: podem servir para regular o controlo de acesso a uma zona ou para proteger pessoas e infraestruturas em locais em obras ou em zonas fechadas, entre outras medidas de segurança temporária ou permanente. Hoje vimos o quão importante é que as empresas também tenham uma boa sinalização de trânsito. Isso aplica-se tanto a zonas interiores, como parques de estacionamento, como a zonas exteriores, como entradas, zonas de carga e descarga, etc. Na loja online da Naisa, contamos com uma vasta gama de sinalização, desde balizamento a trânsito, passando por sinais de interior como de evacuação, de alerta de perigos como incêndios ou risco elétrico, entre muitos outros. Precisa de uma solução adaptada às suas necessidades? Não hesite em consultar-nos através do nosso serviço de apoio ao cliente. Teremos todo o gosto em ajudá-lo!

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28 de abril: Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho

Jorge Javier Carrión Gil.Apr 25, 2022
Todos os anos, a 28 de abril, celebra-se o Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho. Nesta comemoração, esta semana, para além de analisar o que o 28 de abril representa para a segurança no trabalho a nível internacional, veremos como organizar um safety day na empresa e quais são os seus benefícios. Por último, poderá saber mais sobre o desconto que oferecemos na Naisa. O Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho tem sido comemorado em todo o mundo desde 1996, mas foi apenas em 2003 que a Organização Internacional do Trabalho (OIT) começou a fazer parte da campanha. A celebração deste dia tem como objetivo, para além de homenagear os feridos e falecidos em jornada de trabalho, consciencializar para a prevenção de riscos profissionais. Desde então, todos os anos, a 28 de abril, tenta-se sensibilizar para uma questão específica em matéria de segurança e saúde no trabalho. Por exemplo, a campanha de 2020, como não podia deixar de ser, visou promover boas práticas que permitam impedir o avanço da pandemia de COVID-19 e garantir a segurança nos ambientes de trabalho. Por sua vez, o ano de 2021 foi dedicado à promoção e ao fortalecimento de sistemas de segurança e saúde que permitam prevenir crises como a sofrida a nível internacional pela propagação do vírus SARS-CoV-2. Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho 2022 Este ano, o Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho já não está relacionado com a COVID-19. Este 2022, a campanha intitula-se “Atuar juntos para construir uma cultura de segurança e saúde positiva” e tem como objetivo a promoção da participação e do diálogo social a fim de estabelecer uma cultura de segurança e saúde positiva nos locais de trabalho. Por ocasião da semana da segurança no trabalho, queremos propor-lhe uma atividade que pode ser organizada em qualquer empresa e que permite melhorar os hábitos de segurança e saúde entre os trabalhadores. Trata-se de uma “jornada de segurança”, também muito conhecida como safety day. O que é um safety day? Um safety day ou jornada de segurança no trabalho é um encontro que reúne todos os colaboradores de uma empresa com um objetivo principal: prevenir acidentes de trabalho. Em algumas mais do que em outras, mas é inegável que em todas as empresas existem riscos. Por isso, sensibilizar os colaboradores para estes e melhorar assim as práticas preventivas é uma necessidade para todas elas. As jornadas de segurança no trabalho permitem, através da coesão de grupo, estabelecer um diálogo direto entre os colaboradores relativamente à saúde e segurança. Como organizar um safety day O safety day ou jornada de segurança no trabalho é um evento interno composto por vários workshops lúdicos sobre segurança e saúde no trabalho (SST). Os temas que podem ser abordados são diversos e dependerão da atividade e das necessidades da empresa: prevenção de quedas, riscos psicossociais, higiene no trabalho, manutenção dos EPI… Em qualquer caso, as temáticas escolhidas devem ser atuais e responder às necessidades e expectativas dos trabalhadores. Para que o safety day seja um sucesso entre os trabalhadores, os workshops que o compõem devem ser divertidos e originais e, sobretudo, práticos. Não só é recomendável para motivar e animar a formação, como é a melhor forma de os colaboradores tomarem consciência dos riscos a que estão expostos e da importância das boas práticas. Benefícios de um safety day Quando os trabalhadores têm formação suficiente em matéria de segurança e saúde, desenvolve-se na empresa uma cultura de segurança mais saudável. A melhoria da segurança e da saúde leva necessariamente à redução de acidentes de trabalho, baixas e absentismo. Neste sentido, devemos recordar a importância de ter em conta tanto a saúde física como a saúde mental dos trabalhadores. Além da própria formação em SST, estas jornadas permitem ao colaborador partilhar com os colegas e superiores um momento lúdico e descontraído. Isto reforça, sem dúvida, a relação entre eles, coesa o grupo e, em suma, melhora o ambiente de trabalho. Por último, este tipo de eventos aumenta a motivação e a cooperação dos trabalhadores e impulsiona qualidades dos trabalhadores como a liderança, a empatia ou, especialmente no caso da segurança e saúde, a responsabilidade coletiva. Apesar da visibilidade que lhe é dada, e com razão, em abril, a segurança no trabalho é um trabalho de todos os dias do ano. Como vimos, a organização de um safety day permite abrir um diálogo no seio da empresa sobre riscos profissionais e prevenção. No entanto, é fundamental que esta comunicação se mantenha no tempo para criar uma autêntica cultura de segurança e saúde.

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Tudo sobre a norma ISO 45001

Lorena Mosquera.Apr 13, 2022
De acordo com a RAE, as normas são as regras que devem ser seguidas ou que devem ser ajustadas às condutas, tarefas, atividades… Sem elas, muitos produtos não funcionariam como esperado ou a sua qualidade não seria tão alta. Por exemplo, o carregador de um telemóvel poderia ser incompatível com a instalação elétrica de uma habitação. Sem dúvida alguma, as normas são necessárias para garantir a segurança e a qualidade de produtos e serviços, facilitar o comércio e sim, também para proteger a saúde. No artigo de hoje analisaremos em profundidade uma norma indispensável para a gestão de riscos laborais: a norma ISO 45001. Mas antes de entrarmos de cheio na norma, deter-nos-emos um pouco sobre a organização que a elaborou. O que é a ISO?ISO é o acrónimo de Organização Internacional de Normalização. Trata-se de uma organização não governamental de normalização internacional criada em 1947. Conta com representantes de organizações nacionais de 167 países. A sua secretaria central encontra-se em Genebra, Suíça. A sua missão é elaborar as chamadas normas ISO, normas internacionais que regulam e homogeneízam aspetos de uma multiplicidade de setores como o alimentar, o tecnológico ou o sanitário. As normas ISO criam padrões internacionais: propõem soluções e boas práticas e fazem com que certos produtos sejam compatíveis entre si. Assim, por exemplo, os tamanhos de papel ou as dimensões dos cartões de crédito baseiam-se nestas normas. Até ao dia de hoje a organização elaborou 24255 normas internacionais. A norma ISO 45001 e o seu objetivo ISO 45001 (Sistemas de gestão da segurança e saúde no trabalho – Requisitos com orientação para a sua utilização) é uma norma internacional publicada em março de 2018. Trata-se da primeira norma internacional que estabelece os requisitos para a implementação de um sistema de gestão de segurança e saúde no trabalho (SST). O objetivo desta norma é aumentar a segurança, reduzir acidentes e doenças profissionais e garantir locais de trabalho seguros. É aplicável a entidades de qualquer tamanho e setor de atividade. Como nasce a norma ISO 45001? A norma ISO 45001 tem como base a norma OHSAS 18001, de 2007, as diretrizes ILO-OSH 2001 da Organização Internacional do Trabalho, diferentes normas nacionais e normas internacionais da OIT (Organização Internacional do Trabalho). Estrutura da norma ISO 45001 A norma ISO 45001 adota a mesma estrutura que os outros sistemas de gestão ISO, como ISO 9001 ou ISO 14001: a Estrutura de Alto Nível (High Level Structure). Trata-se de uma forma normalizada de apresentar as normas ISO que favorece a integração e a implementação de várias normas ao mesmo tempo. Assim, todas as normas partilham a mesma estrutura, as mesmas dez cláusulas, termos comuns, etc. Além disso, nela integra-se o ciclo PDCA, composto pelas fases Plan (planear), Do (fazer), Check (verificar) e Act (agir). As dez cláusulas da norma ISO 45001 Desta forma, a norma conta, em primeiro lugar, com as cláusulas de “Objeto”, “Referências normativas” e “Termos e definições”. Em segundo lugar, a fase Plan abrange os pontos “Contexto da organização”, “Liderança e participação dos trabalhadores” e “Planeamento”. De seguida, as secções “Apoio” e “Operação” fazem parte da fase Do. A terceira fase, Check, aplica-se sob o nome de “Avaliação do desempenho”. Por último, a fase Act implementa-se no último capítulo, “Melhoria”. Vejamos de forma sucinta de que trata cada um deles: Objeto: ponto no qual se descreve a intenção do documento, que é indicar as condições para a implementação de um sistema de segurança e saúde no trabalho. Referências normativas: no caso da norma 45001, não são fornecidas referências. Termos e definições: é fornecida uma série de definições da terminologia utilizada. Contexto da organização: abrange as questões internas e externas relevantes para a implementação do sistema de gestão da SST ou as necessidades dos trabalhadores e de outros intervenientes interessados. Liderança e participação dos trabalhadores: trata aspetos como a responsabilidade da direção ou os papéis e responsabilidades na organização. Planeamento: ocupa-se da identificação de perigos e riscos, da avaliação de oportunidades para a SST, dos objetivos e do planeamento de ações. Apoio: analisa os recursos necessários para o sistema de gestão, a competência dos trabalhadores para o desempenho da SST ou a informação e as comunicações. Operação: abordam-se os processos para cumprir os requisitos ou para eliminar perigos e reduzir riscos, como o uso de equipamento de proteção individual, contratações ou resposta a emergências. Avaliação do desempenho: ocupa-se do acompanhamento, análise e avaliação do desempenho. Melhoria: trata sobre os processos de revisão e melhoria do sistema de gestão. Benefícios para a empresa da aplicação da norma A norma ISO 45001 permite às empresas implementar um sistema de gestão da saúde e da segurança no trabalho (SST) de forma homogénea e reconhecida internacionalmente. Isso traz, sem dúvida, numerosos benefícios para a empresa. Em primeiro lugar, a redução de acidentes e doenças profissionais, uma vez que é, naturalmente, o principal objetivo da norma. Isso traduz-se, como é lógico, em menos absentismo e, portanto, em maior produtividade. Igualmente, existe outro benefício que a implementação de uma norma gera numa empresa e é que, ao adotar uma norma reconhecida e certificada, que se revista e audita com periodicidade, a imagem da empresa melhora substancialmente. Neste artigo aprofundámos a organização ISO e, em concreto, a norma ISO 45001. Pudemos refletir acerca da importância de normas que permitam regular e homogeneizar a nível internacional a gestão de numerosos setores profissionais. Por último, vimos como a adoção desta norma não só beneficia o trabalhador, mas também traz numerosos benefícios para a empresa.

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O uniforme de limpeza: os artigos de que precisa

Jorge Javier Carrión Gil.Jan 27, 2022
O profissional do setor da limpeza sabe a importância de utilizar a roupa adequada. Esta não só deve ser confortável, como também deve cumprir outros requisitos como qualidade, segurança ou estilo. Neste artigo, focar-nos-emos nas características e nos elementos principais do uniforme de limpeza. Características do uniforme de limpeza O setor da limpeza é muito amplo, pois desenvolve-se tanto em hotéis como em escritórios, condomínios, centros comerciais, hospitais e outros edifícios públicos. Ainda assim e de forma geral, as principais características que um uniforme de limpeza deve ter são: Conforto: a comodidade é essencial no uniforme de limpeza, setor em que o trabalhador se encontra em contínuo movimento. Qualidade: os tecidos das peças de roupa devem ser duradouros e resistentes ao uso, às lavagens e aos produtos químicos. Segurança: tal como em qualquer outro setor profissional, o uniforme deve preservar a proteção e a segurança do trabalhador. Lavagem e engomar fáceis: por se tratar de roupa que se lava com muita frequência, é conveniente que seja fabricada com materiais que permitam uma lavagem e um engomar fáceis e rápidos. Estilo: o design do uniforme é de grande importância do ponto de vista de marketing, já que contribui em grande medida para a imagem que uma empresa deseja projetar aos seus clientes, como seriedade, profissionalismo ou elegância. Que elementos compõem o uniforme de limpeza? O uniforme de limpeza pode ser composto por diferentes peças de roupa. As mais frequentes são, sem dúvida, a bata de limpeza, o avental de limpeza, os jalecos de limpeza, as calças e, claro, um calçado adequado. Mas vejamos com mais detalhe cada uma destas peças. Bata de limpeza As batas são peças de roupa geralmente de uso profissional, de manga comprida ou curta, abertas ou fechadas e normalmente com bolsos frontais. É importante que sejam elaboradas em tecidos transpiráveis e confortáveis e, dependendo do tipo de limpeza, repelentes a líquidos ou antibacterianos. Quanto à estética, encontramos cores e estilos variados que se adaptam à imagem que a empresa quer oferecer. Avental de limpeza Os aventais são peças de roupa que se utilizam por cima de outra peça, como, por exemplo, uma t-shirt. Costumam ter pelo menos um bolso frontal. A maioria tem ajustes laterais que permitem adaptá-lo ao corpo, o que permite um pleno movimento. Jalecos de limpeza Por imagem, em muitos estabelecimentos podem preferir o uso de jalecos de limpeza. Existem jalecos de muitos estilos e cores, mas recordemos que o importante é que sejam fabricados em tecidos confortáveis, transpiráveis e que contribuam para a imagem que cada empresa quer transmitir. Calças de limpeza Trata-se de calças de trabalho, muitas vezes unissexo, e que encontramos, tal como as batas, em inúmeras cores e estilos. Calçado O trabalho de limpeza é fisicamente exigente, e o mais frequente é ter de estar de pé a maior parte do tempo. Por isso, é imprescindível que o calçado seja adequado. E que características deve ter o calçado de limpeza? O calçado de limpeza deve ser resistente à água e antiderrapante para evitar quedas e deve ser fabricado com materiais resistentes aos produtos químicos utilizados na limpeza. Devido às longas jornadas de trabalho, é recomendável que o calçado seja anatómico e ergonómico para proteger a saúde do trabalhador. Para a limpeza, podem ser usados tanto sapatos com sola antiderrapante, indicados para profissionais de limpeza pela sua qualidade, como os tamancos sanitários, leves, anatómicos e transpiráveis. Por último, o uniforme de limpeza também conta com um acessório indispensável: as luvas. Luvas: Que luvas usar na limpeza? As luvas são um elemento indispensável em qualquer tarefa de limpeza. A sua função é evitar a propagação de germes, bem como proteger o trabalhador tanto dos ditos germes como dos agentes químicos presentes nos produtos de limpeza. Hoje em dia, encontramos numerosos tipos de luvas. Para tarefas de limpeza simples, umas simples luvas descartáveis de látex, nitrilo ou vinil servirão. No entanto, para realizar tarefas em que se usam produtos tóxicos, como em centros de saúde, recomendamos, ou luvas de nitrilo, devido à alta resistência química deste material, ou luvas de neopreno ou reforçadas com este material, pois são as mais duradouras e resistentes a químicos agressivos e a produtos de limpeza à base de ácidos.   Como acabamos de ver, os uniformes de limpeza devem, acima de tudo, garantir a segurança do trabalhador. Mas não só isso, um uniforme escolhido minuciosamente permite a qualquer negócio cuidar da sua imagem de marca, especialmente em certos setores como a hotelaria. Por isso, em muitas ocasiões, adaptar o uniforme com impressões ou bordados personalizados pode ser uma ótima ideia. Na Naisa, contamos com uma ampla variedade de peças de roupa e estilos entre os quais, sem dúvida, encontrará o uniforme que se ajusta às suas necessidades. Também personalizamos a roupa de trabalho, por isso não hesite e melhore a sua imagem de marca connosco.

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Tecidos funcionais: o mais inovador para a sua roupa de trabalho

Jorge Javier Carrión Gil.Nov 30, 2021
Quando escolhemos roupa e calçado para o trabalho é importante que, para além de elementos como o design e o preço, tenhamos em conta o desempenho dos materiais de que são feitos. Um design bonito ou um preço baixo pouco servem se as peças de vestuário e o calçado não reunirem as características de fabrico de que necessitaríamos e que os transformariam num bom investimento. A indústria têxtil é uma das mais inovadoras e está em busca contínua de novos materiais que ofereçam maiores prestações e durabilidade ao utilizador. Assim, é frequente que um tecido inovador seja desenvolvido pensando num âmbito concreto, como o desportivo ou o da moda, e graças às suas prestações acabe por ser incorporado com sucesso no setor do vestuário de trabalho. Longe vai o tempo em que as opções em vestuário de trabalho se limitavam quase a escolher entre uniformes de algodão ou tergal; atualmente, podemos encontrar materiais de última geração que fazem com que a nossa roupa de trabalho não tenha nada a invejar à roupa desportiva ou de vestir. A seguir, veremos alguns dos materiais mais populares em vestuário de trabalho: GORETEX É um têxtil especial tipo membrana que se tornou indispensável tanto no âmbito das atividades ao ar livre como no do vestuário de trabalho. Um dos primeiros fabricantes deste tecido foi a empresa W. L. Gore & Associates, da qual surgiu a marca registada Gore-Tex, embora atualmente vários fabricantes tenham desenvolvido as suas próprias marcas registadas com tecidos muito semelhantes. O material em que se baseia é o ePTFE (epolitetrafluoroetileno expandido), que é também utilizado na indústria aeronáutica, em cirurgias vasculares ou na impermeabilização de artigos eletrónicos. As peças de vestuário e o calçado que incorporam este tipo de membrana são resistentes à água, corta-vento e respiráveis, já que, ao serem formados por milhões de poros microscópicos, impedem a entrada de água (uma gota é muito maior que os poros) e permitem a evacuação do suor, mantendo o nosso corpo quente e seco. Outra das vantagens é a grande durabilidade deste tecido. Com uma manutenção correta, os artigos que o incorporam mantêm as suas propriedades térmicas e isolantes durante toda a sua vida útil. O calçado de segurança Goretex tornou-se uma excelente opção em vários setores de trabalho, especialmente naqueles em que a atividade se desenvolve ao ar livre, como trabalhos florestais, jardinagem, manutenção, portos e navios, etc., nos quais é necessária proteção térmica e contra a entrada de água. Este calçado combina a membrana Goretex com outros materiais e tecidos de grande qualidade, como a pele com tratamento hidrófugo, aumentando assim as suas propriedades impermeáveis e térmicas. SOFTSHELL A tradução deste termo (capa macia) já nos indica as propriedades deste tecido que se tornou indispensável na roupa de trabalho. Da mesma forma que acontece com o Goretex, a origem desta tecnologia está na roupa de montanha e nas atividades ao ar livre, incorporando-se com grande sucesso no fabrico de roupa de trabalho graças às suas prestações. Dependendo da marca ou do design, este tecido pode ser formado por duas ou três camadas. A camada exterior é composta por poliéster que repele a água, a camada intermédia é uma membrana respirável e a interior é quente, de tecido micropolar. A principal vantagem destas peças de vestuário é que oferecem proteção contra chuva leve, são respiráveis e mantêm a temperatura corporal sem acrescentar peso ou serem desconfortáveis, pois são muito leves e flexíveis. No âmbito da roupa de trabalho, as peças de vestuário mais populares com esta tecnologia são os casacos softshell, que representam um elemento inovador no sistema de proteção por camadas, uma vez que podem ser utilizados como peça de vestuário exterior se as condições climáticas não forem muito extremas, dispensando assim peças de vestuário mais pesadas, volumosas e desconfortáveis. Atualmente, podemos encontrar uma variedade de designs para homem e mulher, incluindo modelos que incorporam elementos refletores e de alta visibilidade, adicionando assim uma funcionalidade extra. Casaco Softshell   RIPSTOP Quando escolhemos uma peça de vestuário para o trabalho, um dos elementos que costumamos ter em conta é a sua durabilidade. Que seja resistente aumenta a proteção que nos oferece e uma vida útil maior torna-a um melhor investimento. As peças de vestuário que incorporam a tecnologia ripstop possuem uma grande resistência ao rasgão graças ao seu tecido formado por um entrelaçado especial de fios mais grossos e resistentes do que o habitual, dispostos em forma de grelha. Este design evita que se forme um rasgão ou rotura caso a peça de vestuário sofra um corte, punção ou atrito, e confere estrutura e robustez graças à espessura dos fios. Esta alta resistência do entrelaçado não lhe retira leveza, de facto, durante a II Guerra Mundial, o ripstop de nylon foi utilizado para o fabrico de paraquedas devido à escassez de tecidos de seda. Embora desde então o nylon continue a ser o material mais popular para confeccionar o ripstop, também se pode encontrar com fios de algodão, principalmente em peças de vestuário desportivo, ou de poliéster em peças de agasalho. É utilizado com grande sucesso em peças de vestuário para caça e aventura e no nosso setor encontramos em calças e casacos de trabalho, tanto no fabrico principal destas peças como combinado com outros tecidos de softshell ou algodão, reforçando as partes mais suscetíveis a atritos como joelhos, cotovelos e ombros. THERMOLITE E COOLMAX Ambas as tecnologias são concebidas com fibras ocas que proporcionam isolamento térmico e evacuação da humidade. No caso do Thermolite, é um tecido térmico formado por um núcleo de fibras ocas de poliéster que proporcionam grande calor sem adicionar peso, uma vez que estas fibras prendem o ar quente e mantêm o calor corporal, evitando ao mesmo tempo a humidade ao evaporá-la para o exterior. Também oferecem uma secagem rápida caso se molhem, mantendo-nos secos, uma vez que este tecido seca a uma velocidade 50% superior à do algodão. Embora este tecido de fibras seja utilizado em diversas peças de vestuário, especialmente roupa de montanha, as meias de Thermolite tornaram-se uma excelente opção para completar o uniforme de trabalho no exterior ou como opção no inverno, uma vez que mantêm os pés quentes e secos, não provocam alergias e não são demasiado grossas. Se a função do Thermolite é manter o calor, a do Coolmax é evitá-lo e manter-nos frescos, transportando o suor da nossa pele para o exterior da peça para que se evapore, mantendo-nos secos. Esta fibra de poliéster é formada por pequenos canais que transportam a humidade para o exterior, mantendo assim a nossa temperatura corporal estável. A sua origem está na confeção de roupa desportiva e de competição, mas cada vez com mais frequência é utilizada para fabricar vestuário de trabalho, como uniformes de cozinha, calçado e palmilhas.

Notícias de Proteção no Trabalho

Roupa de trabalho para frio: proteja-se das baixas temperaturas

Lorena Mosquera.Nov 22, 2021
Com a chegada do frio, torna-se mais necessário do que nunca ter roupa de inverno adequada que proteja do frio e proporcione uma sensação de conforto, especialmente se trabalhar ao ar livre. Existem atividades laborais que implicam realizar tarefas em condições de frio e intempéries e representam um risco para a segurança e saúde do trabalhador, como podem ser os trabalhos realizados no setor da construção, agrícola e pesqueiro, navios, trabalhos florestais ou em altura, requerendo roupa e calçado específicos. Trabalhar num ambiente frio pode significar desde uma ligeira sensação de desconforto até riscos mais sérios como distúrbios musculoesqueléticos, respiratórios, cardiovasculares e, em casos extremos, hipotermia ou congelamento de zonas. A capacidade de trabalho também é afetada, pois ocorre uma perda de destreza física e mental, dificultando a realização de qualquer tarefa. Assim, tal como acontece com o excesso de calor, o stress térmico por frio é considerado um fator de risco tanto pelos efeitos que produz na saúde como pelos acidentes que pode causar devido à perda de capacidades físicas e de reflexos. Em geral, um ambiente de trabalho frio é definido como aquele que provoca uma perda de calor corporal superior à que existe em condições normais. Embora varie consoante as condições de trabalho e as características fisiológicas de cada indivíduo (influenciam o sexo, a idade, patologias…), o Instituto Nacional de Segurança e Higiene no Trabalho considera nas suas guias técnicas de avaliação de riscos que a falta de conforto térmico ocorre a partir de temperaturas inferiores a 15 °C e abaixo de 5 °C é considerado risco certo e imediato. O nosso organismo deve manter uma temperatura estável que ronda os 37 °C para manter as suas funções de forma saudável, e embora disponha de alguns mecanismos para tentar mitigar a perda de calor (vasoconstrição, tremer…) e adaptar-se às baixas temperaturas, é necessário proteger-se de forma adequada. Alguns conselhos para se proteger do frio Tentar organizar o trabalho de forma que o tempo de exposição a baixas temperaturas seja reduzido, com atenção à previsão do tempo, tentando organizar pausas periódicas em locais abrigados e evitando as mudanças bruscas de temperatura. Prestar atenção aos aspetos ergonómicos do trabalho, tentando reduzir ao máximo os efeitos incómodos dos equipamentos de proteção e do uso de ferramentas, que podem implicar um esforço adicional. Alimentar-se de forma adequada, aumentando a ingestão calórica com preferência por refeições quentes e nutritivas de alta densidade calórica. É importante manter um bom nível de hidratação, já que com o frio aumenta a perda de líquidos, evitando bebidas alcoólicas e com cafeína que produzem o efeito contrário. Evitar permanecer parado por muito tempo, já que o movimento e a atividade muscular são uma forma de gerar calor internamente. Devemos, igualmente, evitar o excesso de esforço físico, já que a transpiração aumenta a perda de calor. Tentar não respirar pela boca, se respirarmos pelo nariz o ar aquece ao passar pelas fossas nasais e evitamos que chegue frio aos pulmões. Substituir as peças de roupa molhadas ou húmidas, procurando permanecer secos, já que as peças de roupa molhadas sobre o corpo contribuem de forma importante para o arrefecimento. Estar atentos aos sintomas que indicam que o frio começa a ser excessivo para o nosso organismo. Estes apresentam-se de forma imediata e são facilmente reconhecíveis. Se, estando devidamente agasalhados, tiritamos, sentimos dor ou sensação de dormência em alguma parte do corpo, é necessário parar e procurar abrigo. Roupa e calçado para o frio A seleção de roupa e calçado adequados é uma parte essencial na prevenção dos riscos associados ao trabalho em condições de baixas temperaturas. A roupa selecionada para este fim deve oferecer isolamento térmico e proteção contra a humidade, permitindo ao mesmo tempo a transpiração e a liberdade de movimentos do trabalhador. É recomendável utilizar um sistema de várias camadas, já que ao formar-se ar quente entre elas protegem e isolam mais do que uma única peça muito grossa. Além disso, isto permite prescindir de alguma camada conforme a temperatura corporal varia. T-shirts térmicas: costumam ser utilizadas como primeira camada de proteção, por estarem em contacto direto com a pele são desenhadas para manter o calor corporal e evacuar o suor para o exterior, evitando a formação de humidade. Casacos softshell: são uma ótima opção para conseguir proteção contra frio, vento e chuva leve, mantendo o calor corporal ao mesmo tempo que permitem a transpiração. De acordo com o nível de frio, podem ser usados sozinhos como última camada de proteção ou, graças à sua leveza, como parte intermédia do sistema de camadas por baixo de um parka que ofereça maior proteção térmica e impermeabilidade. Embora originalmente fossem mais utilizados no âmbito desportivo e de montanha, atualmente existem modelos adaptados aos requisitos de segurança da roupa de trabalho, com modelos de alta visibilidade ou que incorporam elementos refletivos. Os forros polares também são camadas intermédias adequadas quando o frio não é muito intenso. Costumam ser fabricados em poliéster de distintas espessuras e alguns incorporam inclusive partes de lã. Existem também modelos de alta visibilidade e refletivos que unem os requisitos de proteção térmica e segurança. Parkas corta-vento e impermeáveis: a velocidade do ar aumenta consideravelmente a sensação de frio e o arrefecimento do corpo quando a temperatura é baixa, pelo que como última camada de proteção se deve escolher uma peça que ofereça proteção contra o vento e seja impermeável, mantendo-nos secos. Calças de inverno: pode-se optar por calças de trabalho que mantenham o design e o conforto dos designs multibolsos, mas que ofereçam proteção térmica adicional com acolchoados e forros interiores quentes. Botas de segurança Goretex: o calçado que incorpora esta tecnologia é impermeável e mantém o calor, permitindo ao mesmo tempo que o pé respire sem provocar um excesso de transpiração. Além disso, as solas são desenhadas com um relevo que oferece uma grande aderência, evitando possíveis escorregadelas em caso de chuva ou chão com gelo. Proteção de cabeça, pescoço e mãos: não se devem esquecer as partes do corpo que estão mais expostas ao frio. A utilização de luvas, gorros e cachecóis contribui para evitar a evaporação de calor corporal que se produz através destas zonas e previne possíveis lesões cutâneas.

Notícias de Proteção no Trabalho

Ergonomia Industrial: a ciência do trabalho

Lorena Mosquera.Oct 19, 2021
Ocasionalmente, quando falamos sobre a prevenção de riscos profissionais, tendemos a fazê-lo como um todo, sem distinguir entre os diferentes ramos que a compõem e que se ocupam dos vários aspetos preventivos. Uma destas especialidades é a ergonomia industrial, que podemos definir como o desenho e a adaptação do trabalho ao homem, o estudo do trabalho e a sua medida. A sua origem etimológica indica-nos isso, já que provém dos termos gregos "ergo" que significa trabalho e "nomos", que significa norma. É, portanto, uma disciplina científica e técnica de caráter multidisciplinar que abrange elementos de fisiologia, psicologia e engenharia. A premissa em que se baseia é que uma má adaptação das condições de trabalho ao trabalhador pode causar dor e exaustão, e com isso uma diminuição da produtividade e um aumento da possibilidade de acidentes de trabalho. Trata-se de encontrar o equilíbrio e alcançar a eficiência através da segurança e saúde do trabalhador, projetar os postos e ferramentas de trabalho de forma a que exista uma adaptação entre estes e o indivíduo. No Estatuto dos Trabalhadores, é estabelecida a obrigação de "ter em conta o princípio geral de adaptação do trabalho à pessoa, especialmente para atenuar o trabalho monótono e repetitivo em função do tipo de atividade e das exigências em matéria de segurança e saúde dos trabalhadores. Tais exigências deverão ser particularmente tidas em conta na determinação dos períodos de descanso durante a jornada de trabalho", continuando a Lei 31/1995, de 8 de novembro, de Prevenção de Riscos Profissionais, com a necessidade de "adaptar o trabalho à pessoa, em particular no que diz respeito à conceção dos postos de trabalho, bem como à escolha dos equipamentos e dos métodos de trabalho e de produção, com vista, em particular, a atenuar o trabalho monótono e repetitivo e a reduzir os seus efeitos na saúde...". No desenvolvimento deste enquadramento normativo geral relacionado com a ergonomia industrial, existem normas específicas que atendem aos riscos mais importantes derivados das condições ergonómicas, aquelas atividades que podem apresentar um impacto mais direto na saúde devido às condições ergonómicas de trabalho. Por exemplo, um dos riscos mais importantes que foi objeto de uma norma específica pelas consequências para a saúde que acarreta, é a exposição continuada a vibrações, já que pode ocasionar incómodos e mal-estar, diminuir o sentido do tato, interferir na preensão e aumentar o risco de sofrer perturbações musculoesqueléticas e vasculares. Pensemos, por exemplo, naqueles trabalhadores que utilizam continuamente um martelo hidráulico ou estão sentados durante toda ou grande parte da sua jornada de trabalho na cabine de uma máquina que produz vibrações. Estes riscos estão previstos no Real Decreto 1311/2005, de 4 de novembro, sobre a proteção da saúde e segurança dos trabalhadores contra os riscos derivados ou que possam derivar da exposição a vibrações mecânicas. Nele estabelecem-se os valores máximos de vibrações permitidas ao sistema mão-braço e ao corpo inteiro e é recolhida a obrigação geral de seguir o sistema de prevenção que consiste em: Evitar o risco Avaliar o risco que não se possa evitar Combater o risco na sua origem     TIPOS DE PRODUTOS ERGONÓMICOS Parte essencial desta prevenção de riscos ergonómicos consiste em, além de adaptar as técnicas de trabalho e a maquinaria para que produzam o menor impacto negativo possível no trabalhador, a utilização de produtos ergonómicos: equipamentos que se adaptam às condições ergonómicas do utilizador, mitigando os efeitos negativos que a tarefa pode produzir na saúde. Entre os mais utilizados podemos encontrar: Luvas antivibração: projetadas para mitigar as vibrações produzidas por máquinas pneumáticas e ferramentas elétricas, prevenindo inflamações nos músculos do braço provocadas por vibrações, trabalhos repetitivos e lesões no pulso. Desenhadas com partes acolchoadas, oferecem ainda proteção contra riscos mecânicos e são muito resistentes ao rasgo e à abrasão. Existem modelos que deixam metade dos dedos descobertos, oferecendo maior precisão e que podem ser utilizados quando não há risco de corte. Cintos antilombalgia e antivibração: permitem ao trabalhador realizar as suas tarefas de forma confortável, ao mesmo tempo que protegem a zona lombar de esforços e posturas inadequadas, oferecendo um suporte que contribui para manter as costas direitas e numa postura correta, mitigando ainda os efeitos nocivos da exposição a vibrações. São fabricados em tecidos confortáveis e respiráveis numa variedade de tamanhos para permitir um ajuste perfeito à cintura do utilizador, e a sua utilização é comum quando se utilizam martelos pneumáticos e na manipulação manual de cargas. Joelheiras de trabalho: geralmente são fabricadas com uma espuma densa e confortável, muito resistente, que proporciona proteção contra golpes, contusões e outras lesões derivadas de realizar tarefas na mesma postura durante longos períodos. São consideradas equipamentos de proteção individual e podemos encontrar modelos para calças, que se inserem nos bolsos à altura do joelho com os quais contam alguns modelos de calças, e os modelos com ajustes, que contam com tiras para as colocar e ajustar diretamente no joelho. Os materiais podem ser espuma, borracha ou gel, dependendo do nível de amortecimento e resistência. Desta forma, o ciclo que se procura alcançar com a aplicação destes princípios de ergonomia industrial é: saúde e segurança-fiabilidade, qualidade-produtividade e eficácia-satisfação no trabalho e desenvolvimento pessoal, estando todos estes elementos diretamente relacionados entre si. Minimizar os riscos através do uso de elementos de proteção neste tipo de tarefas torna-se imprescindível para conseguir um ambiente de trabalho satisfatório e que não represente um perigo para a saúde do trabalhador.