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Calçado de trabalho para riscos elétricos

Jorge Javier Carrión Gil.Aug 18, 2015
Por vezes, o nosso trabalho pode envolver eletricidade ou certos riscos de natureza elétrica. Embora seja importante cuidar de todo o corpo com o equipamento de proteção individual necessário, hoje vamos focar-nos principalmente no calçado. Tal como afirma o portal especializado Construmatica, devemos ter em conta alguns aspetos antes de optar por uma ou outra opção, uma vez que por vezes existem falsos mitos ou falsas crenças que não só não ajudam a proteger-nos desses riscos como também podem prejudicar-nos ao ponto de causar acidentes. Calçado e risco elétrico O que devemos ter em conta na hora de escolher é: Se tivermos que realizar um trabalho em que a eletricidade desempenha um papel importante, será obrigatório desativá-la. De facto, não só é aconselhável como também é obrigatório. Pensemos a todo o momento que, em caso de acidente, são muitos os fatores que podem aumentar ou diminuir o perigo, como por exemplo a frequência, a tensão, se havia humidade no ambiente, se o corpo estava molhado, o tipo de pele que se tem… ou até a taxa de álcool no sangue no caso de ter sido consumido. Se quisermos que o sapato nos isole da corrente elétrica, devemos escolher calçado que o indique. A leitura da etiqueta será de vital importância para conhecer as características concretas de cada exemplar. Existem basicamente dois modelos e apresentam resistência elétrica muito elevada.– Calçado isolante de baixa tensão– Calçado de alto isolamento elétrico Existe outro tipo de calçado, o que se denomina condutor e antiestático. Este tipo é totalmente diferente dos anteriormente mencionados: nesta ocasião, apresenta uma baixa resistência elétrica e a sua função principal é tentar que a corrente circule através do próprio corpo para poder chegar ao chão e descarregar-se na terra. Atenção: usar calçado antiestático ou condutor deve ser sempre feito sem eletricidade, porque, por ter pouca resistência, poderia causar uma eletrocussão. Se for impossível evitar trabalhar com eletricidade, devemos fazê-lo com os primeiros, com os isolantes. Se possível, é muito conveniente que se usem também outros elementos de proteção individual, como luvas, fatos de trabalho, óculos de proteção, capacetes, etc. Aqui, cada responsável laboral deve ter claro quais são as formas de proteger os seus funcionários e assim cumprir a normativa. O calçado condutor é o mais apropriado para situações em que exista, por exemplo, um risco de explosão. O seu uso garante que as descargas elétricas que se vão acumulando no corpo se vão desviando para o chão, sem que salte nenhuma faísca ou nada. Neste sentido, será muito importante também ter em conta o chão, porque para que funcione o chão deverá ser também condutor, como o calçado. Se não o for, não haverá descarga na terra e será perigoso para o próprio trabalhador. Por ser um tema delicado, é melhor que, caso nos encontremos nesta situação, o comentemos com a empresa ou com o fornecedor de material de proteção: eles saberão qual é a melhor opção para evitar qualquer risco possível.

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Como personalizar roupa corporativa de trabalho

Jorge Javier Carrión Gil.Aug 13, 2015
Muitas empresas, sejam grandes ou pequenas, decidem personalizar a roupa de trabalho. Esta é uma medida que pode trazer muitos benefícios, mas principalmente ajuda a dar uma imagem corporativa perante os clientes, que podem identificar rapidamente os que fazem parte de um negócio e assim têm mais facilidade se tiverem alguma dúvida ou questão. Personalizar roupa de trabalho Quando se escolhe a roupa de trabalho, deve pensar-se sempre no que se quer transmitir, pelo que as cores e o tipo de peça serão muito importantes. O mesmo acontece com a personalização: algumas empresas preferirão logótipos e letras grandes ocupando toda a peça, enquanto outras se contentarão com um pequeno logótipo na lapela ou na manga lateral. Seja como for, devemos ter em conta que existem várias formas de personalizar a roupa de trabalho, e as duas mais importantes são a serigrafia e o bordado. Características da serigrafia: – É ideal para grandes quantidades: se é uma empresa grande, o melhor é optar por esta técnica. – Minimizar custos: por ser uma estamparia, se for pedida uma grande quantidade, sai muito mais económico do que se o fizermos com bordado. Basicamente, o custo principal é fazer a chapa, ou seja, criá-la a partir da ideia que queremos transpor. Uma vez que esta chapa ou molde esteja criado, já não importará se fazemos mil ou cinco mil, já que os gastos serão um pouco maiores, mas não tanto se compararmos com outras técnicas. – É feita com tinta: a matéria-prima da serigrafia é a tinta, já que a estamparia é feita com ela. Conforme o número de tintas que usamos ou a qualidade das mesmas, o preço aumentará ou diminuirá. Por exemplo, há estampagens em que se injeta uma grande quantidade de tinta para assegurar a sua durabilidade face às lavagens. – Menor tempo de espera: esta última característica também é importante: a serigrafia é uma técnica rápida: se quiser ter a roupa o mais rápido possível, deve optar por esta opção. Características do bordado: – Melhor para pequenas quantidades: o bordado é uma técnica que requer mais detalhe e o processo é bastante mais lento, pelo que é ideal para pequenas quantidades de roupa e para empresas que não tenham muita pressa na obtenção de resultados. – Sai um pouco mais caro se compararmos com o caso anterior, já que aqui se trabalha peça a peça e são necessários mais meios para o fazer. – Maior durabilidade e resistência: as peças bordadas têm uma resistência muito maior do que a serigrafia. Sendo feitas com fios, é muito fácil lavá-las um monte de vezes e elas continuarem como no primeiro dia. – Dá impressão de maior qualidade: por último, uma peça bordada dá a sensação de mais qualidade. Não é o mesmo ver um polo bordado do que, por exemplo, uma t-shirt estampada. É por isso que muitos negócios optam pelo bordado e não pela serigrafia. – Em suma, tudo dependerá das necessidades do negócio, da quantidade de trabalhadores, do estilo que se quer transmitir e do dinheiro de que se dispõe para o efeito.

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Usos e tipos de aventais de cozinha

Jorge Javier Carrión Gil.Feb 17, 2015
Se a sua profissão está ligada à cozinha em qualquer das suas variantes, talvez tenha necessidade de usar um avental de cozinha para evitar que se suje. Aventais de cozinha Os aventais são uma peça de vestuário que serve para cobrir toda a parte da frente de um corpo. Há-os mais compridos e mais curtos, mas, em geral, tentam cobrir desde a zona do peito até mais ou menos um pouco acima dos joelhos. Além do principal motivo de uso, que seria o de não nos sujarmos, também há outras razões, como por exemplo estas duas: – Melhoria da higiene: quando se trata de tocar em alimentos, toda a proteção é pouca. É bem sabido que, além de aventais, é frequente o uso de toucas ou até luvas. Os aventais evitarão que se propaguem os germes que se possam ter na roupa que se usa, por exemplo. – Ter tudo mais à mão com os bolsos: há aventais de cozinha que têm bolsos para que se possam guardar pequenos utensílios, de forma que os tenhamos mais à mão. Por exemplo, uma colher de pau ou pinças para fechar as sacolas de plástico com ingredientes diversos. Embora noutras profissões também se usem aventais de materiais variados, na cozinha o mais frequente é que sejam feitos de tecido. Há-os também de plástico, mas não tantos (os de plástico mais do que para cozinhar, reservam-se para trabalhos que exijam impermeabilidade, como limpeza constante de pratos). Que sejam têxteis permite que possam ser lavados frequentemente e que se adaptem bem à forma do corpo, de maneira que possa ajustar-se bem com um par de nós e que assim nem caia nem se mova do seu lugar. Historicamente, os aventais de cozinha fizeram parte de qualquer casa. Basta olhar para os anúncios publicitários dos anos sessenta, tanto aqui como nos Estados Unidos, onde também tinham um uso muito elevado entre donas de casa (o protótipo ideal de mulher dessa época, aquela que tanto servia para fazer o homem da casa feliz, cozinhar, engomar e lavar roupa…). Hoje em dia, felizmente, já não são vistos como um mero complemento feminino, mas são usados de forma igualitária em ambos os sexos. De facto, passou a ser um complemento que se vende inclusive em lojas de souvenirs, e são muitas as pessoas que têm em sua casa aventais com motivos turísticos ou divertidos. Um apontamento mais: o avental é uma peça de vestuário que está connosco há muito mais anos do que pensam. Não repararam que aparecem em alguns quadros pintados na Idade Média? Pois bem, mais ou menos calcula-se que foram inventados no início do século XIII. Hoje em dia já são muitos os estilos e tipos existentes de aventais, inclusive também cada vez mais pessoas se animam a realizar os seus próprios designs segundo os seus gostos e necessidades. Já o experimentaram alguma vez?

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Tecidos resistentes à água: Goretex, nylon e vinil

Jorge Javier Carrión Gil.Jan 27, 2015
Existem vários testes aos quais os tecidos são submetidos para determinar a sua resistência à água. O Goretex, o nylon e o vinil aprovam.

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Profissões em que usar bata de trabalho

Jorge Javier Carrión Gil.Dec 29, 2014
Existem profissões que, por várias razões, devem ou é recomendado que usem batas de trabalho. Normalmente, esta peça de vestuário é usada para proteção, seja devido aos materiais ou substâncias que são tocados, para nos protegermos, ou para evitar que o nosso próprio corpo ou roupa contamine os materiais com que trabalhamos. Batas de trabalho Os exemplos básicos mais conhecidos são: – Médicos: todas as profissões ligadas aos serviços de saúde usam ou devem usar batas. Sobretudo se estiverem nos serviços de urgência, em operações ou em tratamentos de análise de componentes humanos. Trata-se praticamente de uma medida higiénica, mas muito ligada à presença. Quando um enfermeiro usa uma bata, toda a gente sabe rapidamente que se trata de pessoal do hospital. Em centros médicos não hospitalares, não é tão frequente, mas alguns optam por usá-la, como por exemplo dentistas, fisioterapeutas, podologistas, etc. Um caso muito parecido são os farmacêuticos, que também na maioria optam por usá-la. No caso dos veterinários seria parecido ao caso dos médicos. – Cientistas: as pessoas que trabalham em laboratórios são obrigadas a usar bata. É uma medida de proteção individual e também, como dissemos antes, de proteção das substâncias ou produtos: muitas vezes trabalha-se com resultados delicados que devem permanecer isolados, evitando qualquer contacto com o mundo exterior. – Pessoas ligadas às atividades artísticas ou plásticas: este terceiro caso é muito diferente dos outros dois: aqui, mais do que tudo, é por uma questão prática: não se sujar. Nesta categoria entram os pintores, professores, artistas, etc., que costumam estar em contacto com diferentes tintas ou produtos relacionados, como o aguarrás ou a cola. Neste caso não há um padrão, cada um pode escolher a que melhor lhe convier segundo as suas tarefas, podendo ser de manga comprida ou manga curta, ou da cor que se prefira (no caso dos professores, por exemplo, costumam usar batas de tipo escolar, como as que usam as crianças na sala de aula). Se a bata estiver ligada à proteção individual, então será muito importante verificar se os critérios internacionais são cumpridos. Os EPI (equipamentos de proteção individual) estão separados por categorias e cada uma delas tem uma regulamentação que deve ser rigorosamente cumprida, e em caso de desgaste ou rutura, deverá ser substituída o mais rapidamente possível. É obrigação do empregador ou chefe explicar como deve ser usada e assegurar que todos os seus trabalhadores o entenderam. Também há muitos negócios que optam pelo uso da bata para dar uniformidade corporativa, por exemplo, um cabeleireiro onde todo o pessoal usa a mesma bata serve não só para demonstrar um toque higiénico, mas também para dar uma imagem conjunta profissional. O mesmo acontece em outros centros semelhantes, como espaços de massagens ou clínicas de estética. O bom das batas é que podem ser personalizadas, adicionando um logótipo ou nome para a sua rápida identificação.

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Roupa para condutores. Como se vestir para conduzir

Jorge Javier Carrión Gil.Dec 04, 2014
Se tiver carro, certamente já notou que conduzir com certa roupa pode dificultar as manobras que devem ser feitas. Como se vestir adequadamente para conduzir Existem profissionais que trabalham como condutores muitas horas por dia, muitos deles durante dias seguidos (transportadores, camionistas que vão de um país para outro ou percorrendo grandes distâncias). Por isso, os condutores devem ter em conta vários fatores: 1. A roupa usada não deve ser muito apertada: como já dissemos, isso dificultaria os movimentos. Pense que na hora de conduzir as pernas e os braços são muito importantes: as primeiras para acionar os diferentes pedais do carro e os segundos para agarrar o volante e manobrar e fazer a mudança de velocidades. 2. Pensar onde vamos e quanto tempo durará a viagem: se está a pensar em fazer uma longa viagem ou, no caso de transportadores, ir para outro país, verifique a temperatura ou as condições atmosféricas que nos esperam durante a viagem: nunca é demais. 3. Aclimatar o espaço: o carro deve estar bem condicionado. Tanto para viagens curtas como para viagens longas, não é bom que o condutor passe frio ou calor. Se for verão, o melhor é ter ar condicionado (em casos extremos também há ventiladores conectáveis), e se for inverno, o carro deve ter aquecimento. Também devemos vestir-nos de acordo com a estação do ano: se estiver calor, os condutores devem usar roupas leves e respiráveis. Pelo contrário, se for inverno, o melhor é usar roupa um pouco mais grossa, mas sem ser incómoda: é melhor ir leves e ligar o ar quente do que usar muitas camadas e isso dificultar a flexibilidade corporal. 4. O calçado deve ser firme, respirável e bem ajustado: não serve conduzir com sapatos apertados ou grandes, porque além de ser desconfortável pode ser perigoso. Se tivermos que travar o carro de repente e o calçado nos estiver mal, então podemos travar mal. Muitas pessoas no verão tendem a conduzir de chinelos e não se apercebem que é pouco seguro. 5. Cinto de segurança: tal como dita a normativa, o uso do cinto de segurança é obrigatório tanto para quem conduz o carro como para quem vai de passageiro ou atrás. Ou seja: todos. Quando um condutor passa muitas horas a conduzir, é muito recomendável que coloque no cinto uma pequena almofada (vendem-nas em muitas partes) para evitar o atrito com a pele. A maioria das vezes o cinto roça no pescoço e pode provocar feridas ou mal-estar. Por último, recordar que os condutores (todos) são obrigados a ter liberdade de movimento enquanto conduzem, assim como a garantir que o campo de visão é correto (tal como indica o artigo 18 da Lei de Segurança Social). Portanto, se virmos que as condições climáticas nos impedem de ver bem a estrada, devemos usar óculos de sol. Também não devemos colocar objetos que incomodem e que impeçam de ver bem os retrovisores.

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Conhecer as propriedades dos tecidos para escolher a roupa

Jorge Javier Carrión Gil.Oct 28, 2014
Agora que o inverno já começou a chegar, talvez seja interessante rever algumas características que nos ajudarão a escolher melhor a roupa para esta estação, e mais ainda se a nossa intenção é fazer caminhadas na montanha ou passar muito tempo ao ar livre. Propriedades dos tecidos Um exemplo são as peças de Gore-Tex, que são basicamente bastante impermeáveis e muito respiráveis. Este último ponto é muito importante, pois se usarmos roupa que seja impermeável mas não transpire bem, todo o suor que gerarmos ficará preso à nossa pele e, com as mudanças de temperatura, pode levar-nos a um constipação. É também importante evitar roupas de algodão, pois é um tecido que não transpira e que também demora muito a secar, por isso não é nada recomendável se a vossa intenção é praticar desporto. Em todo o caso, a melhor opção para ir à montanha é vestir-se por camadas, com uma primeira camada junto à pele e outras que sigam critérios de impermeabilidade e transpiração. Como se mede a impermeabilidade? Acima de tudo, é preciso dizer que é muito difícil vestirmo-nos de forma impermeável para sair à rua, pois existe sempre uma fenda (nas mangas, na gola, etc.) por onde a água pode entrar. Devemos, portanto, prestar atenção a estes pequenos detalhes e usar os acessórios necessários. Os fabricantes de tecidos usam uma técnica que se chama “teste de Schmerbereg”. O que seria: aplica-se uma coluna de água sobre a roupa e calcula-se quanto tempo demora a filtrá-la. Se aguentar 1.000 mm, já se considera que passou o teste. De facto, hoje em dia costumam chegar mesmo a mais de 20.000 mm. Que outros testes existem? Para determinar as propriedades dos produtos têxteis que colocam à venda, os fabricantes costumam fazer mais estudos, como por exemplo a capacidade para evitar manchas. Não é o mesmo aplicar uma coluna de água que aplicar outro produto, e isto é importante (sobretudo no que diz respeito ao fabrico de equipamentos de proteção individual). Assim como se faz com as manchas, também há estudos para medir a resistência aos raios UVA e outros semelhantes. Aconselhamos-vos a olhar sempre para as etiquetas das roupas que usamos ou compramos: em primeiro lugar, ajudar-nos-á a escolher a melhor opção, e em segundo lugar, ajudar-nos-á na sua manutenção, pois algumas será melhor não lavar com frequência, outras evitar passar a ferro, etc. Sem um bom cuidado, as propriedades podem perder-se. Também é importante comprar roupa de qualidade: embora não seja necessário gastar todo o salário numa parka, será bom que comprem uma que se adapte às características que necessitam e que seja um pouco de qualidade, para que as propriedades escolhidas aguentem. Se possível, também será recomendável escolher as que aguentam mais lavagens. Em qualquer caso, podem sempre perguntar tanto ao vendedor como ao fabricante, pois podem resolver dúvidas e ajudar assim a escolher com mais precisão.

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Proteger-se do ruído

Jorge Javier Carrión Gil.Oct 14, 2014
Quando se trata de escolher roupa de trabalho, uma das partes mais importantes a proteger são os ouvidos. Muitas vezes não lhes damos grande importância, mas protegê-los irá ajudar-nos a manter o sentido auditivo em forma por mais tempo. Como proteger-se do ruído no trabalho Existem manuais e recomendações neste sentido. Um deles é o publicado pela mútua Fremap, que se dedica aos acidentes de trabalho e doenças profissionais. O guia intitula-se “Recomendações básicas de segurança e saúde na proteção contra o ruído” e algumas das coisas que nele são ditas são: • Ruído industrial: este tipo de ruído é assim denominado porque é produzido num ambiente de trabalho. Quando se fala de “ruído”, referimo-nos a sons que não são agradáveis para o ser humano e que costumam ser altos. Como noutras coisas, a definição de ruído é uma coisa e depois cada um tem o seu limite ou a sua tolerância, e por vezes pode ser subjetivo. Alguns efeitos que produz são a surdez profissional, que faz com que se perca a capacidade auditiva de forma irreversível e que, além disso, influencie as relações sociais e familiares da pessoa. • Cálculo de danos: dependendo do tempo de exposição ao ruído e da sua intensidade, provocará maior ou menor nível de surdez ou diminuição auditiva. As empresas devem realizar um estudo para saber a que quantidades de ruído os seus funcionários estão expostos, tomando as medidas necessárias se o ruído for demasiado forte e intenso. A sua obrigação será oferecer proteção para os ouvidos ou procurar que cada trabalhador tenha o seu e o use corretamente. Não se trata de um estudo pontual, mas sim de um que terá de ser realizado periodicamente para verificar se os níveis não subiram. Existem dois tipos de controlos: o controlo técnico e o audiométrico. • Proteger-se a si próprio: embora o empregador esteja por trás, é muito importante que seja o próprio trabalhador a tomar consciência da situação e a usar a proteção de forma responsável, informando o empregador se houver algum problema, como poderia ser uma proteção defeituosa ou com algum dano, ou alguma alteração no nível de ruído produzido. • Elementos de proteção: existem vários tipos de proteções, embora os mais frequentes sejam os tampões e os auriculares. Tanto uns como os outros devem ser colocados com consciência e exercendo um pouco de pressão, pois caso contrário a proteção seria em vão. É por isso que se devem verificar previamente as medidas e tamanhos, pois uns auriculares, por exemplo, maiores do que o normal poderiam cair ou deixar entrar o ruído, enquanto uns que apertassem muito poderiam chegar a produzir dor de cabeça. De acordo com os inquéritos realizados, 40% dos trabalhadores do nosso país estão expostos a ruídos diversos, muitos dos quais podem ser bastante incómodos. A guia também recomenda que, se não se está acostumado a usar proteção auditiva, se faça paulatinamente. No caso dos auriculares, a adaptação é quase imediata, mas com os tampões costuma ser um pouco mais difícil.