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Roupa de alta visibilidade: tudo o que precisa de saber

Jorge Javier Carrión Gil.May 31, 2021
Quando falamos da importância do vestuário de trabalho como elemento de proteção, adquire especial relevância aquele que protege o trabalhador em condições de baixa visibilidade ou naquelas em que seja necessário sinalizar a posição do trabalhador perante riscos de atropelamento por veículos ou maquinaria em movimento, uma das causas mais frequentes de acidentes de trabalho. É por isso que os equipamentos de alta visibilidade são a principal defesa contra este tipo de riscos, sinalizando visualmente a presença do trabalhador e são de utilização obrigatória segundo a Lei 31/1995, de 8 de novembro, de Prevenção de Riscos Profissionais. ELEMENTOS PRINCIPAIS DA ROUPA DE ALTA VISIBILIDADE Este tipo de roupa é composto por dois elementos principais: o material de fundo fluorescente e o material retrorrefletor. O primeiro tem a propriedade de potenciar a visibilidade e refletir mais luz do que absorve, dando às peças uma cor brilhante que, no caso dos equipamentos de proteção, pode ser amarelo, laranja ou vermelho. O segundo material é o retrorrefletor, que possui propriedades de retrorreflexão, ou seja, ajuda o olho a conseguir percecionar a luz em condições de baixa iluminação. Quando estão perto da fonte de iluminação, como uns faróis, por exemplo, aparecem mais brilhantes ao observador, distinguindo-se em ambientes de pouca luz. Em geral, a roupa de alta visibilidade conta com material combinado (peças de cores fluorescentes com tiras de material retrorrefletor) que aumentam a visibilidade da figura humana ao destacarem-se pelas suas cores fluorescentes e por terem tiras de material retrorrefletor em pontos chave. Quanto aos tipos, segundo a norma internacional EN ISO 20471 a roupa de alta visibilidade classifica-se em três classes segundo o nível de proteção que oferecem, devendo cada uma delas ter um nível mínimo de superfície dos materiais de que falámos anteriormente: material de fundo fluorescente, material retrorrefletor e material combinado. Assim, existem as peças de classe 1, classe 2 e classe 3 segundo o nível de proteção que oferecem em condições de baixa visibilidade. TIPOS DE ROUPA DE ALTA VISIBILIDADE As de classe 1 costumam ser utilizadas em condições em que o trabalhador pode ser visto em condições normais ou existe separação suficiente entre ele e o tráfego de veículos ou maquinaria, ou seja, não é necessário um nível muito alto de visibilidade. As de classe 2 são utilizadas em situações de maior risco do que as de classe 1 devido a condições de mau tempo que dificultam ainda mais a visibilidade, por falta de separação entre o trabalhador e o tráfego de veículos ou maquinaria, ou porque a velocidade de circulação destes últimos é superior a 40 km/hora. Por sua vez, as de classe 3 são utilizadas em condições meteorológicas adversas, em trabalhos que impliquem um risco extremo, ou nos quais a circulação de veículos seja de velocidade superior. Se falamos de classes de peças, atualmente podem ser encontradas em grande variedade de designs: Peças exteriores: peças de agasalho em tecido polar como camisolas e casacos e parkas que oferecem tanto proteção térmica como impermeabilidade em condições climáticas adversas que precisem, além disso, de assegurar a visibilidade dos utilizadores. Coletes: existem tanto coletes simples como os obrigatórios que todos devemos levar no nosso veículo, como aqueles que incorporam acolchoamento, proteção térmica, impermeabilidade ou diversos bolsos de utilidade em trabalhos manuais. Calças e fatos de macaco: desenhados para vários setores e profissões, incorporam, além das características de alta visibilidade mencionadas anteriormente, variedade de tecidos e características técnicas que se adaptam aos requisitos de cada atividade ou profissão. Polos e camisas: estas peças são o primeiro nível de proteção no vestuário de trabalho, os tecidos em que são fabricados, além de cumprirem as características técnicas precisas para cada atividade, tentam assegurar a maior leveza e transpirabilidade possível. Na hora de escolher que cor ou que combinação de peças de alta visibilidade devemos escolher, há que ter em conta diversos fatores como as condições de luz que previsivelmente vão existir durante o desenvolvimento da atividade, que o local de trabalho e os elementos que o formam contrastem de forma suficiente com a combinação de cores das peças (de nada servem, por exemplo, peças de alta visibilidade de cor laranja se a maquinaria ou as paredes tiverem predominantemente esta cor) e que a localização das bandas retrorrefletoras na peça assegure de forma suficiente a possibilidade de distinguir de forma imediata a silhueta humana e não a confundir com outro elemento. Para isso, é recomendável fazer testes concretos em situações reais no cenário onde a atividade vai ser realizada, para poder ver in loco a resposta da peça, e assim poder determinar a sua adequação. Outro aspeto importante a ter em conta é formar de forma adequada os trabalhadores no que diz respeito à utilização destes equipamentos. Explicar a maneira adequada de usar a peça, as limitações de proteção que pode ter, a importância de não alterar os seus elementos e mantê-las em bom estado de armazenamento e conservação, além de as renovar quando o desgaste por uso diminuir a sua visibilidade, é assegurar que se lhes tira o máximo partido a este tipo de elementos de proteção.

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Como usar corretamente o gel desinfetante para as mãos

Lorena Mosquera.Oct 11, 2020
Os géis desinfetantes para as mãos tornaram-se grandes aliados face à necessidade de lavar as mãos a todo o momento e de nem sempre ter água e sabão por perto para o fazer. O gel desinfetante para as mãos, também conhecido como gel hidroalcoólico, é usado para impedir a propagação de germes, e por isso, hoje mais do que nunca, é importante usá-lo regularmente. É, portanto, essencial encontrar o gel desinfetante certo que não danifique a pele e que sirva como proteção. O uso correto do gel desinfetante previne eficazmente o contágio de vírus, bactérias e fungos, tornando-se o seu principal aliado tanto dentro como fora de casa. Como usar corretamente o gel desinfetante para as mãos? Para que um produto cumpra as suas funções, deve ser usado de forma eficaz, por isso é importante seguir os seguintes passos se quiser que o gel desinfetante elimine os germes que se podem aderir à pele das suas mãos: Aplicar na palma da mão quantidade suficiente de gel desinfetante para cobrir toda a superfície de ambas as mãos. Friccionar ambas as palmas uma na outra, sem esquecer de friccionar também a parte das pontas dos dedos. Colocar a palma da mão direita sobre a mão esquerda para entrelaçar os dedos e assim espalhar o gel desinfetante por todos os recantos da mão. É importante espalhar o gel desinfetante também na parte dos pulsos. A tarefa de desinfeção das mãos deve durar cerca de 30 segundos. É importante que antes de aplicar o gel desinfetante nas mãos, estas estejam livres de gordura. O seu uso deverá ser diário e deverá ser aplicado tantas vezes quantas necessárias no dia a dia para uma correta limpeza das mãos. É por isso que é importante procurar um gel desinfetante que não danifique a pele ou, na sua ausência, combiná-lo com um produto hidratante como os cremes. As mãos estão constantemente em contacto com tudo o que nos rodeia, por isso é tão importante mantê-las limpas e livres de vírus, bactérias ou fungos que possam danificar o organismo tanto por fora como por dentro. O uso de géis desinfetantes proporciona proteção contra certos organismos externos, desinfetando uma das ferramentas mais usadas atualmente: as mãos.

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Vestuário na hotelaria: a importância do uniforme

Lorena Mosquera.Jul 23, 2020
No mundo da restauração, o uniforme é uma peça fundamental, não só pela profissionalismo que transmite ao público, mas também porque contribui para a segurança e conforto dos trabalhadores no desempenho das suas tarefas. Existem certas peças de vestuário no guarda-roupa da restauração que são básicas e que todos os trabalhadores do setor da restauração usam como uniforme. Estas peças variam sempre consoante as funções desempenhadas por cada trabalhador, mas há certas peças de vestuário que são sempre padrão, como o calçado, que deve sempre proteger o pé do trabalhador e evitar qualquer tipo de lesão, sejam feridas ou, até mesmo, entorses. Ainda assim, é de salientar que um empregado de mesa não usará o mesmo uniforme que um cozinheiro, dado que ambos enfrentam situações de trabalho diferentes, nas quais os agentes externos a que estão expostos são bem distintos. É por isso que os seus uniformes terão peças diferentes que, em ambos os casos, os protegerão dos riscos a que os profissionais estão expostos e, por sua vez, os ajudarão a desempenhar as suas funções de forma mais confortável, eficiente e leve. Que peças caracterizam o uniforme de um empregado de mesa? Os empregados de mesa precisam de usar roupas confortáveis, leves e frescas, que lhes permitam movimentar-se agilmente e, além disso, lhes proporcionem conforto e alguma proteção. Por isso, uma das peças básicas tanto para um empregado de mesa como para as pessoas que trabalham na cozinha, são os aventais, um dos básicos indispensáveis. Mas o avental não é o único básico no vestuário de um empregado de mesa, também é importante o calçado que, acima de tudo, deve ser antiderrapante e confortável, para evitar quedas durante as deslocações e que atrase o cansaço e a dor nos pés, já que os trabalhadores da restauração passam a maior parte da sua jornada de trabalho de pé, realizando centenas de deslocações de um lado para o outro do estabelecimento. É por isso que precisam de realizar os seus movimentos de forma ágil e precisa. Por sua vez, usar uma indumentária correta como calças adaptadas ao posto de trabalho e polos e/ou camisas feitas especialmente para o mundo da restauração, contribuem também para a proteção e conforto do trabalhador na hora de desenvolver as suas funções, já que estas peças se adaptam perfeitamente à mobilidade destes e lhes proporciona conforto na hora de realizar as suas funções. É por isso que o uniforme de um empregado de mesa é tão importante e não se compõe simplesmente de um avental, mas de muito mais: de um calçado adequado e apropriado, umas calças que lhe proporcionem conforto na hora de realizar as suas funções e um polo ou camisa que lhe dê conforto e proteção e que, acima de tudo, transmita profissionalismo e higiene perante o público. Que peças caracterizam o uniforme de um cozinheiro? As pessoas que trabalham na cozinha devem usar sempre um uniforme especial que as proteja das altas temperaturas que podem existir dentro da cozinha e que, além disso, seja leve e lhes proporcione conforto, comodidade e alguma frescura. Por isso, o casaco de cozinha é uma peça fundamental para as pessoas que trabalham nesse espaço, já que protege os cozinheiros dos agentes externos a que se encontram expostos e, por sua vez, lhes proporciona a versatilidade que é necessária para poder desenvolver corretamente todas as funções que ocupam o pessoal de cozinha. Assim como um empregado de mesa precisa de usar a indumentária adequada para poder desenvolver as suas funções da forma mais eficiente possível e estando protegido em todo o momento, o cozinheiro precisa que o seu uniforme cumpra as mesmas funções e, além disso, que as peças que use sejam respiráveis, para lhes proporcionar alguma frescura e permitir que a pele respire. Além disso, o calçado das pessoas que trabalham na cozinha é também de vital importância porque, para além de proporcionar proteção, devem ser confortáveis, para atrasar o cansaço, a sola deve ser antiderrapante, para evitar possíveis acidentes de trabalho e também devem ser ergonómicos, adaptando-se de forma perfeita ao pé da pessoa que os usa. É importante usar uniforme no mundo da restauração? O uniforme é importante em qualquer setor, e não só pela imagem que transmite ao público, de seriedade e profissionalismo; mas também porque os uniformes se adaptam de forma correta aos diferentes setores laborais e proporcionam ao trabalhador que os usa a proteção adequada perante os diferentes fatores externos a que pode estar exposto e, além disso, dota-o do conforto, comodidade e agilidade necessários para o correto desenvolvimento das suas funções. Assim, em suma, o uniforme no mundo laboral, sobretudo no mundo da restauração, é importante, não só pela imagem que se dá ao exterior, mas porque este se encarrega de proteger o trabalhador durante a sua jornada laboral.

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5 EPI essenciais para a proteção na utilização de produtos fitofarmacêuticos na jardinagem

Jorge Javier Carrión Gil.May 07, 2020
5 EPIs essenciais para a proteção contra a utilização de produtos fitofarmacêuticos na jardinagem.

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Vestuário de trabalho para profissões extremas

Lorena Mosquera.Oct 30, 2017
No vestuário de trabalho existem uniformes de trabalho que, por si só, fazem parte do equipamento de proteção individual, uma vez que se destinam a profissionais de alto risco. Apicultores, soldadores, bombeiros, manutenção de piscinas, médicos e trabalhadores da saúde necessitam, em muitas ocasiões, alguns sempre, de equipamentos de proteção individual completos. Estes equipamentos, além de luvas, máscaras, botas de segurança ou óculos de proteção, requerem vestuário especial que os proteja de diferentes riscos. Fato de Apicultor O delicioso mel é um produto natural, feito pelas abelhas nas suas colmeias. O trabalho de criar abelhas e recolher este produto está nas mãos do apicultor. Os profissionais da apicultura correm riscos comuns, como quedas de alturas diferentes ou cortes, mas também estão expostos a produtos químicos ou a acidentes com seres vivos, neste caso, picadas massivas de abelhas. Para evitar as picadas das abelhas é essencial usar o fato de apicultor, que será de cor branca, pois esta cor não incomoda as abelhas, ao contrário do preto, vermelho ou cores escuras que as incomodam e as tornam mais nervosas e pouco produtivas. Este fato de proteção é feito de tecidos grossos com janelas de ventilação no peito e nas costas, com tecidos plásticos nas dobras. Além disso, é complementado com uma máscara, que cobre a cabeça e o rosto do apicultor, na parte frontal da qual há uma rede mosquiteira metálica, de poliéster ou plástico para facilitar a visão e a manipulação dos favos. Também devem usar luvas e calçado apropriado. Vestuário de trabalho descartável Este tipo de fatos ou peças de vestuário faz parte do equipamento de proteção individual. São utilizados em laboratórios para evitar o contacto com substâncias químicas; ou em áreas de possíveis infeções, como hospitais, para evitar contágios biológicos. Os fatos descartáveis podem ser utilizados, por exemplo, em oficinas de chapa e pintura, para se protegerem dos pulverizações ao retocar o banho de um veículo. Também, em áreas restritas de hospitais, tanto para evitar contágios biológicos como para evitar a introdução de patógenos do exterior para a área esterilizada. Existem também peças descartáveis como luvas, muito utilizadas em laboratórios de análise de águas residuais, para evitar infeções; ou em laboratórios de investigação para evitar contaminar as diferentes amostras analisadas. Os gorros e protectores de calçado descartáveis são mais indicados para evitar contaminar áreas, por exemplo, durante o parto os pais devem entrar obrigatoriamente com estes equipamentos de proteção na sala de parto. Uniforme de trabalho ignífugo Perante as altas temperaturas dos incêndios, os bombeiros protegem-se com vestuário ignífugo, que pode ser um fato completo ou partes soltas do uniforme. Além disso, os bombeiros dispõem de fatos de aproximação ao fogo. Estes são fatos completos projetados para proteger o profissional das altas e extremas temperaturas, por exemplo, durante o incêndio de um avião. Os fatos ignífugos não só evitam queimaduras nos bombeiros, como também os pilotos de automobilismo e motociclismo os usam desde 1994, quando se tornaram obrigatórios. Fatos para riscos químicos A indústria química também tem o seu próprio vestuário de trabalho para proteger os profissionais dos riscos que implicam manipular produtos altamente tóxicos. Estes fatos são projetados para isolar a pele do contacto com substâncias que podem causar queimaduras, como o ácido. Além disso, estes fatos são providos de máscaras integrais que evitam a penetração de vapores tóxicos por inalação. Proteção para soldaduras Outra das profissões que abrange grandes riscos, desde a inalação de partículas nocivas até à exposição a altas temperaturas e incêndios, é o trabalho de soldador. Os soldadores utilizam vestuário de fibra aramida aluminizada para se protegerem da proximidade das fontes de calor. Além disso, trabalham com vestuário adequado e curtido em couro para aumentar a proteção contra qualquer risco.

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Luvas, proteja as suas mãos

Jorge Javier Carrión Gil.Sep 14, 2017
Usamos as mãos para quase tudo o que fazemos na nossa vida. Elas estão expostas aos agentes meteorológicos, tanto no inverno como no verão, sofrem queimaduras, cortes, erosão na pele e golpes, seja na nossa vida diária ou no trabalho. A diferença é que, graças às proteções individuais (EPIs), podemos protegê-las no nosso dia a dia laboral, apenas temos de escolher as luvas de segurança mais apropriadas para o posto de trabalho que desempenhamos. Que tipo de luvas preciso? De acordo com o Decreto Real 1407/1992, que regulamenta as condições para a comercialização e livre circulação intracomunitária de equipamentos de proteção individual, as luvas são classificadas em três categorias, em função do risco que os trabalhadores assumem. Aqueles que realizam trabalhos de jardinagem, onde os riscos incluem cortes ou arranhões com plantas espinhosas, bem como possíveis agentes infeciosos que podem penetrar através de feridas ocasionadas durante o trabalho de jardinagem, podem usar luvas de jardinagem adaptadas a zonas húmidas ou trabalhos abrasivos, fabricadas em grande parte em algodão e couro, que protegem da humidade e de danos contra espinhos. Por outro lado, para o pessoal de limpeza que expõe as suas mãos a soluções diluídas de detergentes, recomendam-se luvas de látex aveludadas, com polímeros “impermeáveis”, que se adaptam à mão, cobrem grande parte do braço e protegem da humidade. Estas são algumas profissões que se enquadram na categoria 1 e, portanto, têm um design simples e protegem contra riscos leves ou menores. A categoria 2 inclui luvas indicadas para proteger contra riscos intermédios, ou seja, que não possam causar lesões graves ou a morte, como as para profissionais que utilizam motosserras, desenhadas com proteção anticorte; ou para quem deve proteger as mãos do frio, como em câmaras frigoríficas, neste caso são fabricadas em pele de camurça com forro interior. Por último, a categoria número 3, que assume maior risco. Nesta categoria incluem-se luvas para proteção química, que são utilizadas em oficinas de pintura, laboratórios ou na agricultura, para evitar o contacto com pesticidas. Estas luvas podem ser encontradas fabricadas em látex natural, neopreno, PVC, nitrilo, PVA, filme de polietileno, Butyl/Vyton ou misturas de componentes. Outras luvas que se somam a esta categoria são as que requerem profissionais que trabalham em ambientes acima de 100ºC, bem como os bombeiros. Os bombeiros expõem as suas mãos a diferentes riscos, entre eles, chamas, abrasões, cortes, picadas, exposição à água e a produtos químicos. Como interpreto os pictogramas? As normas europeias (UNE) indicam que as luvas devem ser marcadas com um pictograma em forma de escudo, no interior do qual se encontra o símbolo correspondente ao tipo de risco contra o qual protege. Isto pode ajudar a decidir qual a luva mais apropriada para o seu trabalho. Como referimos anteriormente, existem luvas de diferentes materiais, entre eles, couro, tramas metálicas como aramidas, têxteis revestidos e combinados ou de borracha isolante. Graças aos avanços e às investigações que se realizam sobre os materiais para EPIs, existe uma grande quantidade de opções que em muitos casos não podemos associar um material a uma proteção concreta. Por esta razão, é aplicado o pictograma, para definir as aplicações que cada luva possui. Basta analisar no nosso Plano de Prevenção de Riscos Profissionais quais são os riscos que o trabalhador assume e determinar que medidas preventivas e que EPIs, neste caso luvas, se adaptam melhor ao trabalho a realizar. Deixamos o quadro pictograma próprio das luvas:

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Saídas de Emergência, capacidade de salvar vidas

Jorge Javier Carrión Gil.Nov 18, 2016
As saídas de emergência constituem uma via de escape perante qualquer acidente ou situação de risco. Na sala Bataclan foram chave para a fuga.

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Extintores: tipos e manutenção

Jorge Javier Carrión Gil.Oct 29, 2016
Em função da atividade, o risco de incêndio pode ser maior ou menor, mas, independentemente disso, todos os locais de trabalho devem ter extintores. Para evitar um incêndio, é importante conhecer os riscos, a fim de os minimizar, reduzir ou evitar. Mas se ocorrer um acidente elétrico ou se iniciar um incêndio, é melhor ter um extintor por perto em boas condições e, claro, o conhecimento para o usar. O fogo pode ser causado por diferentes motivos. Desde sólidos como brasas até à combustão de líquidos inflamáveis. Um incêndio pode ocorrer da forma mais simples e é sempre aconselhável ter meios para mitigar os danos. Os extintores devem estar pendurados na parede a menos de 170 metros do chão, uma altura confortável para que qualquer pessoa possa acioná-lo caso precise de o usar. Além disso, serão colocados a 15 metros de distância uns dos outros para cobrir todos os riscos de incêndio. Naturalmente, tal como as saídas de emergência, os extintores devem ser colocados em locais de acesso fácil e rápido, não podendo ser colocado nenhum tipo de elemento por baixo ou a tapar o extintor. Além disso, devem estar localizados em locais visíveis de qualquer ponto do recinto e sinalizados. Tipos de extintores Podemos adquirir extintores portáteis, que são aqueles que se penduram na parede e que podemos transportar com facilidade. Além disso, estes terão uma carga de gás inferior a 20 quilogramas. Por outro lado, temos os extintores móveis, que são muito maiores e se movem com um carrinho, estes têm uma carga superior a 20 quilogramas. Este tipo de extintor é utilizado em superfícies muito maiores, como oficinas mecânicas. Para um escritório, seria suficiente utilizar extintores portáteis. Também se podem distinguir os extintores em função do seu conteúdo. Os extintores à base de água, que atuam geralmente por arrefecimento. São utilizados para sufocar fogos de classificação A, ou seja, produzidos por pequenos sólidos como madeira, cartão ou papel. Os extintores de espuma atuam por arrefecimento e por sufocação. Estes servem tanto para fogos tipo A como para fogos tipo B, ou seja, combustíveis líquidos como ceras, parafinas, gorduras, álcool ou gasolina. Por outro lado, temos os extintores de dióxido de carbono, usados em fogos tipo B e C, estes últimos são combustíveis gasosos (acetileno, metano, propano, butano, gás natural). Os extintores de pó que sufocam fogos do tipo A, B e C, originando uma substância pegajosa que adere à superfície dos sólidos, criando uma barreira entre estes e o oxigénio. E por último, os extintores à base de substitutos dos halogéneos, que interrompem quimicamente a reação em cadeia. Têm a vantagem de serem agentes limpos, ou seja, não deixam vestígios nem resíduos, além de não serem condutores de eletricidade. Os extintores devem ser revistos periodicamente. Em concreto, a cada três meses verifica-se se a sua acessibilidade é correta e se estão disponíveis. Anualmente, é revisto o estado da carga, para isso são enviados a empresas especializadas em manutenção de extintores.

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Luvas: características e manutenção

Jorge Javier Carrión Gil.Oct 30, 2015
O fim do verão aproxima-se, o regresso ao trabalho está à porta e chega o momento de rever os equipamentos de proteção individual. Hoje queremos falar-vos sobre os tipos de luvas que podemos usar em função da profissão, bem como as suas características. As luvas como equipamentos de proteção individual (EPI) são fundamentais em determinadas profissões para isolar, eliminar ou afastar o risco do trabalhador, ao mesmo tempo que o protegem em todos os momentos. Na hora de escolher as mais apropriadas, não podemos deixar de lado o conforto. Os profissionais que trabalham com as mãos e exigem um certo tato devem sentir-se confortáveis e protegidos, sem que a sua tarefa seja prejudicada. No artigo de hoje, vamos aprofundar os seguintes riscos: mecânicos, térmicos, químicos e biológicos. Existem muitos mais riscos, mas vamos falar sobre as luvas que precisamos para proteger contra estes riscos em particular ou para uma combinação deles. Antes de continuar, temos de saber que este EPI é determinado em função do nível de desempenho. Estes níveis consistem em números que indicam categorias ou características de desempenho. Luvas contra riscos mecânicos Estes riscos são tipificados como aqueles que produzem cortes, contusões ou golpes por objetos desprendidos ou projetados. Por norma geral, estes riscos ocorrem em profissões que impliquem manipulação de ferramentas manuais ou maquinaria, como fresadoras, lixas, berbequins, etc., assim como a condução de veículos tipo gruas ou pontes rolantes. Luvas contra riscos térmicos Estas protegem de temperaturas extremas, seja calor ou frio. Estes riscos ocorrem em ambientes onde se trabalha com chamas ou onde é necessária resistência ao calor, por exemplo, num incêndio. Mas também em ambientes extremamente frios, como é o caso de câmaras frigoríficas. Luvas contra produtos químicos e biológicos Os riscos químicos e biológicos são mais comuns do que pensamos. Desde as tarefas de limpeza de sanitários ou de limpeza do lar. Em ambos, são usados produtos químicos fortes que podem danificar as mãos e causar intoxicações, bem como riscos biológicos que se encontram nos resíduos. O cuidado com as luvas Os EPI de trabalho devem ser cuidados para que estejam sempre prontos para serem usados. Temos que verificar periodicamente se estão rasgadas ou com algum furo, tentar repará-las se possível ou substituí-las por novas. Quanto às luvas de proteção contra produtos químicos, estas requerem atenção especial, devendo ser estabelecido um calendário para a substituição periódica das luvas, a fim de garantir que são trocadas antes de serem permeadas pelos produtos químicos. Temos que ter em conta que a utilização de luvas contaminadas pode ser mais perigosa do que o facto de não as usar, devido a que o contaminante pode acumular-se no material componente da luva e penetrar na pele. Por outro lado, as luvas de couro, algodão ou similares, deverão ser mantidas limpas e secas do lado que está em contacto com a pele. Em qualquer caso, as luvas de proteção deverão ser limpas seguindo as instruções do fornecedor.

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Materiais para calçado de segurança

Lorena Mosquera.Oct 29, 2015
O calçado é uma parte essencial do uniforme de trabalho, pois permite evitar doenças, lesões e acidentes. Neste artigo, falaremos sobre calçado de trabalho e de segurança e focaremos nos materiais utilizados no fabrico das suas diferentes partes. Tipos de calçado: sapatos de trabalho, de proteção e de segurança Normalmente distinguimos entre três tipos de calçado: de trabalho, de proteção e de segurança. Vejamos algumas características de cada um. Calçado de trabalho O calçado de trabalho para uso profissional é aquele regulamentado pela norma EN ISO 20347. Trata-se de calçado que, embora não ofereça proteção contra impactos, inclui outros elementos como proteção antiderrapante ou hidrófuga. Calçado de proteção Trata-se de calçado resistente a impactos de 100J e uma compressão de até 10KN. A norma que especifica este tipo de calçado é a EN ISO 20346. Calçado de segurança Trata-se de calçado resistente a impactos de 200J e uma compressão de até 15KN. O calçado de segurança é regulamentado pela norma EN ISO 20345. Segundo esta, existem várias homologações dependendo do nível de risco para o qual o calçado é escolhido. S1, por exemplo, é a proteção mais básica. A partir de S2, o calçado é impermeável. Além disso, o calçado de segurança pode ter outras homologações. Por exemplo, SRA, SRB ou SRC definem as diferentes solas antiderrapantes de acordo com o tipo de piso onde serão utilizadas. Importância de um bom calçado no trabalho A utilização de um bom calçado durante o horário laboral é uma excelente medida de proteção, pois protege o trabalhador de certos riscos. Por um lado, protegem contra riscos mecânicos como cortes ou impactos. Evitam também riscos químicos e biológicos ao garantirem a proteção contra substâncias químicas e orgânicas perigosas. Por fim, também podem ajudar a prevenir riscos físicos como o contacto com água ou eletricidade. Materiais do calçado de trabalho e segurança Para trabalhar em segurança face aos riscos que acabámos de mencionar, mas também de forma confortável, é necessário que o calçado utilizado apresente certas características. Por exemplo, se trabalhar em ambientes chuvosos, o sapato deve ser hidrófugo e impermeável.Assim, em função dos materiais escolhidos, os sapatos serão mais ou menos cómodos, transpiráveis, resistentes à eletricidade, etc. Ao longo dos últimos anos, a investigação permitiu melhorar o desempenho dos sapatos de trabalho, com melhorias notáveis dos diferentes materiais no que diz respeito a características como a leveza, respirabilidade ou impermeabilidade. Vejamos de seguida os materiais em que podem ser fabricadas as diferentes partes de um sapato ou bota de trabalho. A parte superior do sapato ou bota de segurança A parte superior pode ser formada por dois grandes tipos de materiais: couro ou tecidos sintéticos.O couro é um material de grande resistência que pode receber diferentes tratamentos de acordo com as características pretendidas: impermeabilidade, resistência à chama, flexibilidade… Os tecidos sintéticos mais utilizados para calçado de trabalho ou de segurança são a microfibra, o PVC/nitrilo ou o Gore-tex. A microfibra confere transpirabilidade e leveza ao sapato. O PVC/nitrilo é normalmente utilizado em botas de segurança impermeáveis e antiestáticas. Por sua vez, o Gore-tex é uma membrana muito durável que confere impermeabilidade ao calçado, ao mesmo tempo que transpirabilidade. Isso torna-o ideal para o fabrico de botas para trabalhos ao ar livre. A sola do calçado de segurança As solas dos sapatos profissionais costumam ser de PUR (poliuretano), TPU (poliuretano termoplástico) ou EVA (etileno vinil acetato). O PUR é leve, isolante e especialmente resistente. O TPU é especialmente durável, flexível, resistente à abrasão e a muitos óleos e produtos químicos. Para fabricar solas antiderrapantes, um dos materiais mais utilizados é o etileno vinil acetato (EVA). Recorde-se que as normas que especificam as características das solas em função dos diferentes pisos sobre os quais se trabalha são a SRA, SRB e SRC. Para obter resistência à eletricidade, na sua composição, a sola deve ser fabricada com componentes antiestáticos. A biqueira do calçado de segurança Como vimos acima, a biqueira de proteção que muitos sapatos e botas de segurança possuem deve proteger contra impactos de até 200 joules e contra compressões de até 15 kilonewtons. Os materiais em que as diferentes biqueiras são fabricadas podem ser de aço, alumínio ou certos termoplásticos. As biqueiras de alumínio são resistentes e leves. As biqueiras de aço são robustas e económicas, embora não sejam tão leves. Se se procura leveza, os materiais mais recomendados são a fibra de carbono ou a fibra de vidro, ambas caracterizadas pela sua leveza. A palmilha do calçado de segurança A palmilha de um sapato profissional permite adicionar conforto e higiene. Por um lado, se forem absorventes, garantem que se trabalhe com o pé limpo e seco. Por outro, muitas palmilhas, fabricadas em gel ou espuma viscoelástica, são projetadas para proporcionar conforto durante as longas horas de trabalho. No artigo de hoje, vimos um pouco mais sobre os materiais mais frequentes no fabrico de calçado laboral. Na Naisa, somos especialistas em vestuário de trabalho e contamos na nossa loja online com uma ampla variedade de sapatos e botas de segurança, entre as quais certamente encontrará aquela que melhor se adapta às necessidades e características da sua atividade.