Extintores: tipos e manutenção
por Jorge Javier Carrión Gil o Oct 29, 2016Em função da atividade, o risco de incêndio pode ser maior ou menor, mas, independentemente disso, todos os locais de trabalho devem ter extintores.
Para evitar um incêndio, é importante conhecer os riscos, a fim de os minimizar, reduzir ou evitar. Mas se ocorrer um acidente elétrico ou se iniciar um incêndio, é melhor ter um extintor por perto em boas condições e, claro, o conhecimento para o usar.
O fogo pode ser causado por diferentes motivos. Desde sólidos como brasas até à combustão de líquidos inflamáveis. Um incêndio pode ocorrer da forma mais simples e é sempre aconselhável ter meios para mitigar os danos.
Os extintores devem estar pendurados na parede a menos de 170 metros do chão, uma altura confortável para que qualquer pessoa possa acioná-lo caso precise de o usar. Além disso, serão colocados a 15 metros de distância uns dos outros para cobrir todos os riscos de incêndio.
Naturalmente, tal como as saídas de emergência, os extintores devem ser colocados em locais de acesso fácil e rápido, não podendo ser colocado nenhum tipo de elemento por baixo ou a tapar o extintor. Além disso, devem estar localizados em locais visíveis de qualquer ponto do recinto e sinalizados.
Tipos de extintores
Podemos adquirir extintores portáteis, que são aqueles que se penduram na parede e que podemos transportar com facilidade. Além disso, estes terão uma carga de gás inferior a 20 quilogramas. Por outro lado, temos os extintores móveis, que são muito maiores e se movem com um carrinho, estes têm uma carga superior a 20 quilogramas. Este tipo de extintor é utilizado em superfícies muito maiores, como oficinas mecânicas. Para um escritório, seria suficiente utilizar extintores portáteis.
Também se podem distinguir os extintores em função do seu conteúdo. Os extintores à base de água, que atuam geralmente por arrefecimento. São utilizados para sufocar fogos de classificação A, ou seja, produzidos por pequenos sólidos como madeira, cartão ou papel. Os extintores de espuma atuam por arrefecimento e por sufocação. Estes servem tanto para fogos tipo A como para fogos tipo B, ou seja, combustíveis líquidos como ceras, parafinas, gorduras, álcool ou gasolina.
Por outro lado, temos os extintores de dióxido de carbono, usados em fogos tipo B e C, estes últimos são combustíveis gasosos (acetileno, metano, propano, butano, gás natural). Os extintores de pó que sufocam fogos do tipo A, B e C, originando uma substância pegajosa que adere à superfície dos sólidos, criando uma barreira entre estes e o oxigénio. E por último, os extintores à base de substitutos dos halogéneos, que interrompem quimicamente a reação em cadeia. Têm a vantagem de serem agentes limpos, ou seja, não deixam vestígios nem resíduos, além de não serem condutores de eletricidade.
Os extintores devem ser revistos periodicamente. Em concreto, a cada três meses verifica-se se a sua acessibilidade é correta e se estão disponíveis. Anualmente, é revisto o estado da carga, para isso são enviados a empresas especializadas em manutenção de extintores.