Luvas, proteja as suas mãos
por Jorge Javier Carrión Gil o Sep 14, 2017Usamos as mãos para quase tudo o que fazemos na nossa vida. Elas estão expostas aos agentes meteorológicos, tanto no inverno como no verão, sofrem queimaduras, cortes, erosão na pele e golpes, seja na nossa vida diária ou no trabalho. A diferença é que, graças às proteções individuais (EPIs), podemos protegê-las no nosso dia a dia laboral, apenas temos de escolher as luvas de segurança mais apropriadas para o posto de trabalho que desempenhamos.
Que tipo de luvas preciso?
De acordo com o Decreto Real 1407/1992, que regulamenta as condições para a comercialização e livre circulação intracomunitária de equipamentos de proteção individual, as luvas são classificadas em três categorias, em função do risco que os trabalhadores assumem. Aqueles que realizam trabalhos de jardinagem, onde os riscos incluem cortes ou arranhões com plantas espinhosas, bem como possíveis agentes infeciosos que podem penetrar através de feridas ocasionadas durante o trabalho de jardinagem, podem usar luvas de jardinagem adaptadas a zonas húmidas ou trabalhos abrasivos, fabricadas em grande parte em algodão e couro, que protegem da humidade e de danos contra espinhos. Por outro lado, para o pessoal de limpeza que expõe as suas mãos a soluções diluídas de detergentes, recomendam-se luvas de látex aveludadas, com polímeros “impermeáveis”, que se adaptam à mão, cobrem grande parte do braço e protegem da humidade. Estas são algumas profissões que se enquadram na categoria 1 e, portanto, têm um design simples e protegem contra riscos leves ou menores.
A categoria 2 inclui luvas indicadas para proteger contra riscos intermédios, ou seja, que não possam causar lesões graves ou a morte, como as para profissionais que utilizam motosserras, desenhadas com proteção anticorte; ou para quem deve proteger as mãos do frio, como em câmaras frigoríficas, neste caso são fabricadas em pele de camurça com forro interior.
Por último, a categoria número 3, que assume maior risco. Nesta categoria incluem-se luvas para proteção química, que são utilizadas em oficinas de pintura, laboratórios ou na agricultura, para evitar o contacto com pesticidas. Estas luvas podem ser encontradas fabricadas em látex natural, neopreno, PVC, nitrilo, PVA, filme de polietileno, Butyl/Vyton ou misturas de componentes. Outras luvas que se somam a esta categoria são as que requerem profissionais que trabalham em ambientes acima de 100ºC, bem como os bombeiros. Os bombeiros expõem as suas mãos a diferentes riscos, entre eles, chamas, abrasões, cortes, picadas, exposição à água e a produtos químicos.
Como interpreto os pictogramas?
As normas europeias (UNE) indicam que as luvas devem ser marcadas com um pictograma em forma de escudo, no interior do qual se encontra o símbolo correspondente ao tipo de risco contra o qual protege. Isto pode ajudar a decidir qual a luva mais apropriada para o seu trabalho.
Como referimos anteriormente, existem luvas de diferentes materiais, entre eles, couro, tramas metálicas como aramidas, têxteis revestidos e combinados ou de borracha isolante. Graças aos avanços e às investigações que se realizam sobre os materiais para EPIs, existe uma grande quantidade de opções que em muitos casos não podemos associar um material a uma proteção concreta. Por esta razão, é aplicado o pictograma, para definir as aplicações que cada luva possui. Basta analisar no nosso Plano de Prevenção de Riscos Profissionais quais são os riscos que o trabalhador assume e determinar que medidas preventivas e que EPIs, neste caso luvas, se adaptam melhor ao trabalho a realizar.
Deixamos o quadro pictograma próprio das luvas:
