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Ergonomia na hotelaria: os essenciais para o bem-estar dos trabalhadores

Jorge Javier Carrión Gil.Sep 22, 2022
Ergonomia: o que é? A ergonomia é a ciência que estuda as condições de trabalho e se dedica a melhorar essas condições. Isso implica adaptar o ambiente de trabalho às necessidades dos trabalhadores. Muitas vezes, a ergonomia é associada apenas a mobiliário de escritório confortável e funcional. Mas esta disciplina vai muito além: abrange desde as posturas e movimentos recomendados até o tipo de iluminação aconselhável. Em função das características de cada posto de trabalho, serão tidas em conta questões como a climatização, a higiene ou a iluminação. No artigo de hoje, falaremos sobre ergonomia e focaremos num setor, o da hotelaria e restauração, no qual são inúmeros os riscos para a saúde do trabalhador. Porque é que a ergonomia é tão importante no setor da hotelaria e restauração? Não ter em conta a ergonomia no setor da hotelaria e restauração significa ter na empresa trabalhadores com menos saúde, mais infelizes e menos motivados. No entanto, a ergonomia não beneficia apenas os trabalhadores, beneficia também a empresa, que obtém maiores benefícios quando os seus colaboradores são mais eficientes. Por estas razões, é imprescindível que as empresas invistam na adaptação do ambiente de trabalho em favor do conforto e da segurança. Que riscos enfrentam os trabalhadores deste setor? Os riscos a que os trabalhadores da hotelaria e restauração se enfrentam diariamente são numerosos e variados. Dependem, em parte, da área específica em que se trabalha. Por exemplo, nas cozinhas há manipulação manual de cargas, movimentos repetitivos e risco de escorregadelas e quedas. Além disso, costuma-se trabalhar a altas temperaturas, o que eleva a pressão e acaba por aumentar os níveis de stresse. Também podem ocorrer acidentes como cortes e queimaduras. Quanto às áreas de lavagem das cozinhas, além do evidente risco de queda, a exposição às substâncias químicas dos detergentes utilizados pode causar problemas de pele. A carga e descarga das máquinas de lavar louça, assim como as posturas em que se trabalha, podem também provocar problemas reumatológicos. Por sua vez, os empregados de mesa sofrem as consequências de passar boa parte da jornada de trabalho de pé. Isso provoca cansaço e distúrbios em todo o corpo. Outros riscos associados a esta profissão são o cansaço provocado pelos horários e muitas vezes outros distúrbios associados às condições dos locais, como a exposição ao ruído. Finalmente, na área da limpeza destacam-se como riscos mais habituais os distúrbios musculoesqueléticos (dores nas costas, no pescoço, nas articulações…). As suas causas são claras: movimentos repetitivos e grandes esforços físicos durante muitas horas. Medidas preventivas por setores Em primeiro lugar, propomos alguns conselhos gerais para evitar os tão habituais distúrbios musculoesqueléticos: Cuidar da postura e mudar de posição regularmente Evitar os movimentos repetitivos, alternando ou rodando. Vigiar o stresse. Alguns trabalhos na hotelaria e restauração podem ser muito stressantes. Durante estes períodos de stresse, os músculos ficam tensos. Tentar reduzir os níveis de stresse dos trabalhadores é, portanto, essencial. Vejamos a seguir alguns conselhos mais específicos para as diferentes áreas da hotelaria e restauração. Ergonomia na cozinha Por um lado, para evitar escorregadelas e quedas nas cozinhas, o chão deve ser antiderrapante e deve ser limpo com produtos desengordurantes. Para evitar os distúrbios associados à postura, deve-se evitar estar muito tempo de pé, fazendo pausas e diferentes turnos. Nos casos mais necessários, também pode ser recomendável a instalação de tapetes antifadiga. O uso de calçado ergonómico e antiderrapante é indispensável neste tipo de ambientes de trabalho. Para evitar queimaduras, é imprescindível usar os utensílios adequados para transportar elementos quentes e equipamentos de proteção individual como luvas. Também é imperativo conhecer as ações que não devem ser realizadas (encher uma panela de líquido quente até ao topo, manipular óleo quente…). Para evitar cortes, saber manipular as facas é indispensável. Estas devem ter cabo de segurança e devem ser guardadas adequadamente. Ergonomia para empregados de mesa No caso dos empregados de mesa, o uso de calçado antiderrapante e ergonómico também é indispensável, pois evitará muitas escorregadelas e reduzirá a fadiga. Para evitar as sobrecargas e se o espaço o permitir, podem ser usados carrinhos de hotelaria. Além disso, é recomendável evitar usar apenas uma mão ao transportar elementos pesados como caixas de bebidas. Ergonomia no setor da limpeza Por último, para a área da limpeza é muito importante evitar as tarefas repetitivas. Por isso, costuma-se recomendar que, por exemplo, sejam duas as pessoas que se encarreguem de um quarto de hotel, alternando casa de banho e quarto. Se não for possível, então é recomendável fazer pausas para alongar tendões e músculos. Existem elementos como esfregonas ou aspiradores ergonómicos, que reduzem também o impacto destas tarefas esgotantes. E, claro, escusado será dizer que na limpeza também é crucial o uso de calçado e roupa de trabalho confortáveis.

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A importância das cores nos uniformes de trabalho

Jorge Javier Carrión Gil.Jun 14, 2022
A escolha da cor nos uniformes de trabalho vai afetar diretamente a imagem de marca de uma empresa. Descubra o seu significado!

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Calçado de segurança e pessoas diabéticas

Jorge Javier Carrión Gil.Jun 07, 2022
Que recomendações devemos ter em conta sobre o calçado de segurança para pessoas diabéticas? Conforto e adaptabilidade acima de tudo!

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Calçado de segurança para água ou chuva

Jorge Javier Carrión Gil.Feb 08, 2022
Quais são as melhores botas de água para trabalhar? Descobre na Naisa as características e materiais do calçado de segurança para água.

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Equipamentos de proteção respiratória: uma parte vital na prevenção de riscos

Jorge Javier Carrión Gil.Jun 30, 2021
Como proteger as pessoas da inalação de atmosferas perigosas? Tudo sobre máscaras, semimáscaras e filtros na Naisa.

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Os principais benefícios do uso de divisórias de proteção em ambientes comerciais

Jorge Javier Carrión Gil.Sep 16, 2020
Os principais benefícios da utilização de divisórias de proteção. Material indispensável para a proteção e prevenção contra o coronavírus.

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Aprenda a proteger os olhos do Sol

Lorena Mosquera.Oct 30, 2018
Com a chegada do verão, o sol faz a sua presença juntamente com o calor sufocante. É o momento de mudar de uniforme de inverno para verão, de modificar o horário de trabalho e de proteger a pele das queimaduras. Mas, entre os equipamentos de proteção habituais, os óculos de sol polarizados fazem a sua presença, para proteger os olhos de possíveis danos devido à radiação solar. Transportadores, polícia ou guardas florestais passam grande parte da sua jornada de trabalho expostos ao sol. Os seus olhos estão constantemente expostos à radiação solar e requerem proteção. Danos nos olhos por radiação solar Os danos mais comuns que os olhos dos profissionais que trabalham ao ar livre no verão enfrentam são, entre outros, a fotoqueratite, a queimadura da córnea. Esta doença é causada por altas exposições aos raios ultravioleta. Em concreto, são pequenas úlceras na córnea. Os primeiros sintomas da fotoqueratite são uma diminuição da visão e a sensação de ter “algo no olho”, o que fará aumentar o pestanejar, o lacrimejo e a fotofobia. Esta doença é reversível, desde que não seja uma lesão grave, e pode ser tratada com repouso, pomadas lubrificantes e antibióticos. Outra das graves lesões que podem ser sofridas é o pterígio. Esta condição desenvolve um crescimento anormal do tecido da conjuntiva devido à inflamação. O paciente pode observar um tecido fino e transparente a cobrir a superfície externa do olho e que tende a dirigir-se para a córnea. Em regra geral, não há um tratamento específico, mas podem ser receitados lubrificantes oculares e algumas gotas com corticoides para diminuir o desconforto, mas em caso de doença a solução é a cirurgia. Por último, e não menos importante, o cancro de pele nas pálpebras, também conhecido como Basalioma esclerosante da pálpebra. Esta doença é, na verdade, um tumor que normalmente não degenera em metástase. No entanto, afeta as células da pálpebra. O seu tratamento é muito mais complexo, dado que requer radioterapia e cirurgia. Proteger os olhos Se não queremos sofrer destas doenças e ter olhos saudáveis, temos que tomar medidas preventivas. Os óculos de sol são incorporados nos equipamentos de proteção individual de muitas profissões no verão. Estes protegem até 95% da radiação ultravioleta, para isso a coloração das lentes deve bloquear até 80% da luz, mas não mais de 90%, senão dificultará a visão. Pode-se escolher para as lentes desde cores cinza neutro, âmbar ou castanho, até ao clássico verde, que lembra as lentes dos pilotos de aviação. Ao contrário do que se pensa, os óculos devem ser usados durante o dia e quando o tempo estiver nublado, dado que os raios ultravioletas penetram do mesmo modo. Na hora de escolher os óculos podemos optar por designs de grande dimensão, que protejam a totalidade da zona em redor do olho, assim evitamos que o sol entre pelas laterais. Além disso, recomenda-se que tenham uma boa fixação, assim evitamos que caiam com os movimentos e proporcionará maior conforto durante o trabalho. Por último, salientar que os óculos deverão ser polarizados, assim quando o sol brilha sobre qualquer superfície refletora ou parcialmente refletora, a luz refletida é polarizada. Desta forma, eliminamos os reflexos e os encandeamentos, o que é importante para os profissionais do transporte durante longos percursos. Além de proteger os olhos com óculos ou lentes, é recomendável beber água e estar hidratado nesta época do ano. Do mesmo modo, para melhorar a saúde ocular pode-se realizar exercícios de movimentos oculares, assim fortalecemos os músculos orbiculares.

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6 características principais que o calçado sanitário deve ter

Jorge Javier Carrión Gil.Sep 15, 2017
Os pés dos profissionais de saúde são uma das partes do corpo que mais sofrem durante o horário de trabalho, já que, na maior parte do dia, estão de pé, a deslocarem-se de um lado para o outro, a atender consultas ou a desempenhar diferentes funções. Usar o calçado adequado durante o horário de trabalho serve para atrasar o cansaço, evitar dores de costas ou que as pernas fiquem excessivamente pesadas, sobretudo se o trabalhador passar a maior parte do dia de trabalho de pé. É por isso que, ao comprar um bom calçado de saúde, é preciso ter em conta 6 características que este deve cumprir em função das horas que o profissional de saúde passa de pé e se transporta peso durante o horário de trabalho ou não. Embora, a primeira coisa a ter em conta ao escolher um tipo de calçado ou outro é que este deve estar sempre homologado, por isso não serve qualquer tipo de calçado, mas sim é preciso procurar o calçado adequado que se adapte ao horário de trabalho de cada pessoa e ao tipo de trabalho que é realizado. Assim, sem dúvida, as pessoas que trabalham no mundo da saúde precisam de um calçado especial com o qual possam desempenhar corretamente as suas funções e com o qual se possa evitar qualquer risco profissional que possam sofrer durante o desempenho das suas funções. É por isso que é importante que o calçado de saúde cumpra sempre estas 6 características que, entre outras, os tornará perfeitos para poderem desempenhar corretamente o seu trabalho: O calçado de saúde deve pesar poucoUsar um calçado que não seja leve num trabalho em que se exige estar toda a jornada de pé, a única coisa que fará será provocar peso nas pernas e fará com que o cansaço apareça muito antes do esperado.É por isso que uma das principais características do calçado de saúde deve ser que este seja leve como uma pena, que pese pouco, para assim proporcionar conforto e atrasar ao máximo os sintomas de peso e cansaço nas pernas. O calçado de saúde deve ser confortávelO conforto é um fator muito importante na hora de escolher o calçado correto dentro do mundo do setor da saúde já que, ao passar a maior parte da jornada de trabalho de pé, necessitarão de um calçado que lhes proporcione conforto e, sobretudo, que não lhes magoe ou cause feridas ou assaduras, já que isso fará com que a pessoa que use esse calçado passe o dia desconfortável e termine a jornada de trabalho com uma dor de pés desnecessária. É preciso assegurar que o calçado escolhido seja ergonómicoO calçado deve sempre adaptar-se ao pé da pessoa que o usa, sobretudo num ambiente de trabalho em que é preciso estar constantemente a deslocar-se de um lado para o outro, a carregar peso ou a passar a maior parte do tempo de pé.Que o calçado de saúde seja ergonómico não só ajudará a diminuir o cansaço e o peso da pessoa que o usa, mas também fará com que os seus movimentos sejam mais fluidos e, portanto, poderá deslocar-se mais facilmente. O calçado de saúde deve proporcionar estabilidade ao pé do profissionalO calçado nunca deve ficar justo, nem demasiado folgado; mas sim deve ficar ajustado ao pé de tal forma que facilite os movimentos da pessoa que o usa e lhe permita deslocar-se de forma fácil e simples, como se fosse uma segunda pele. Desta forma, poupará ao profissional que o usa possíveis lesões comuns como entorses de tornozelo ou possíveis feridas que um calçado adequado pode evitar. O calçado profissional de saúde deve encarregar-se de proteger os pésSe o calçado não proporcionar uma proteção integral dos pés do profissional de saúde que o usa, este pode estar exposto a diversas lesões, tanto externas como internas, nos músculos dos pés ou na sua superfície; que podem causar lesões, desconforto ao desempenhar as suas tarefas ou, inclusive, podem provocar um acidente de trabalho ao pessoal de saúde. É importante que o calçado de saúde tenha solas antiderrapantesComo já foi repetido ao longo do artigo, o profissional de saúde passa a maior parte da sua jornada de trabalho a deslocar-se de um lugar para outro e de pé, por isso é importante que o calçado que este use tenha sola antiderrapante, para evitar assim qualquer tipo de queda ou entorse que possa causar qualquer tipo de lesão. E o mais importante, o calçado de um profissional que trabalhe no mundo da saúde deve estar corretamente homologado. Sem esquecer que qualquer elemento do vestuário de saúde deve ser confortável e de qualidade. Estas são algumas das principais características que um profissional que trabalhe no setor da saúde deve ter em conta na hora de escolher o tipo de calçado adequado, já que, usar o calçado correto, fará com que se sintam menos cansados durante a sua jornada de trabalho e evitará problemas físicos como dores de costas ou inclusive certas lesões que se podem sofrer no seu ambiente de trabalho, como entorses ou feridas.

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Equipamento de proteção individual essencial

Jorge Javier Carrión Gil.Dec 26, 2016
À exceção de algumas profissões, as restantes incluem no seu plano de prevenção de riscos profissionais os equipamentos de proteção individual necessários para prevenir acidentes de trabalho. Nem todas as profissões utilizam todos os equipamentos básicos, mas há sempre alguns que se destacam: luvas, calçado de segurança, capacetes de segurança ou vestuário de trabalho específico. Diferentes profissões, mas todas com luvas Há uma grande variedade de profissões que exigem o uso de luvas de diferentes categorias, mesmo que não tenham qualquer relação entre si. Por exemplo, as luvas de látex podem ser encontradas em centros médicos e hospitais, incluindo em centros de saúde. Durante uma cirurgia, uma consulta médica, em ginecologia ou no atendimento a um doente hospitalizado. Além disso, encontramo-las em laboratórios de análises médicas, de investigação científica ou farmacológica, em laboratórios dedicados à análise de águas ou de alimentos. Nesta ocasião, as luvas têm uma dupla função. Por um lado, proteger o profissional do contágio de possíveis bactérias, infeções ou cortes leves. Por outro lado, evitar a contaminação de uma amostra num laboratório ou a esterilização durante uma operação num bloco operatório. No entanto, as luvas anticorte são destinadas a outros profissionais. Desde estabelecimentos alimentares como charcutarias e talhos ou matadouros, até profissões ligadas à manipulação de vidro ou em determinadas tarefas de construção. Da mesma forma, são incluídas como equipamento de proteção individual nos planos de prevenção de riscos profissionais das forças de segurança. As luvas anticorte têm diferentes graus de proteção e deve ser escolhido o mais adequado em função da atividade a desenvolver. Também podemos encontrar uma vasta gama de luvas destinadas a tarefas de manipulação. Por exemplo, as adequadas para manusear móveis durante uma mudança ou transportar materiais durante uma construção. Outro tipo são as luvas descartáveis, que são utilizadas, por exemplo, em oficinas de chapa e pintura durante a aplicação da cor. Equipamentos de proteção individual: calçado ou botas de segurança Seja médico ou um arquiteto que visita a obra para avaliar o seu estado, necessita de usar calçado de segurança. Existem muitos tipos de calçado de segurança, desde botas que cobrem todo o tornozelo com reforço metálico, aquelas que dispensam o metal, ou socos que permitem passar muitas horas de pé sem perder o conforto. É importante escolher o calçado de acordo com a profissão. Para aqueles profissionais que passam muitas horas de pé e se deslocam de um lado para o outro da instalação, recomenda-se um calçado confortável, respirável e que proporcione conforto durante toda a jornada de trabalho. No entanto, para as pessoas que trabalham em terrenos pouco estáveis, por exemplo, agentes florestais, recomendam-se botas de segurança com bom suporte no tornozelo, que permitam aderência a superfícies irregulares e que estejam preparadas para condições meteorológicas adversas. Por outro lado, os profissionais que trabalham em estaleiros de obra, em oficinas mecânicas ou soldadores, requerem botas de segurança com maior grau de proteção. Dependendo do posto, escolherão calçado com placas protetoras de metal, para evitar danos nos pés devido à queda de pequenas ferramentas ou materiais.

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O condutor de limpa-neves, um trabalho de inverno

Jorge Javier Carrión Gil.Dec 15, 2015
Dentro de poucos dias, o inverno entrará oficialmente, uma época do ano que se veste de branco e, em muitos concelhos, é adornada pela neve. Localidades da Cantábria como Luena ou Ampuero ficaram sem luz no inverno anterior, enquanto concelhos como Arredondo ou Vega de Pas ficaram isolados pela neve. É neste momento que o condutor de limpa-neves entra em funcionamento, um trabalho que se faz em condições extremas, onde a segurança dos trabalhadores, assim como a sinalização, é de máxima relevância. Para este inverno, os planos de viabilidade invernal contam com um dispositivo preparado para enfrentar possíveis nevões, aliás, a Delegação do Governo e a Junta de Castela e Leão puseram em marcha a segurança das estradas e disporão de mais de 4000 efetivos dispostos a facilitar a circulação nas estradas. Limpa-neves, vibrações de alto risco Para se candidatar a trabalhar como motorista de limpa-neves deve dispor da carta de condução de classe C1, para isso, aprovar o exame teórico específico e manutenção do automóvel, imprescindível para evitar acidentes e isolamentos no meio da neve; a prova de manobras em circuito fechado, dado que conduzir um limpa-neves nada tem a ver com qualquer outro tipo de veículo; e por último, uma prova de circulação em via pública. Todas estas provas para obter a carta estão desenhadas para evitar, entre outros riscos, sofrer deslizamentos do veículo perante a presença de gelo na faixa de rodagem e estar capacitado para manobrar adequadamente o limpa-neves. Além disso, os motoristas devem estar preparados para riscos como quedas, por exemplo, da máquina. Os limpa-neves costumam emitir ruído e vibrações durante o trabalho que podem provocar vários perigos, entre eles, cair da máquina. Portanto, é imprescindível que os condutores contem com cintos antivibração, para evitar qualquer queda que pode ser letal se esta se produzir com o limpa-neves em funcionamento. Além disso, deverão proteger os seus ouvidos com equipamentos de proteção individual adequados como auriculares, capacetes e tampões, que ao mesmo tempo permitam ouvir o tráfego e estar atentos à circulação. Outra medida que os condutores dos limpa-neves podem adotar é o uso de luvas para absorver as vibrações que a máquina provoca e ter um maior controlo sobre a condução. Vestuário de alta visibilidade O trabalho de limpa-neves pode ser realizado simultaneamente à circulação rodoviária, o que faz com que o risco se multiplique e a sinalização seja de alta visibilidade, tanto da estrada ou autoestrada como o vestuário do condutor e operadores. De acordo com a normativa descrita na Lei 31/1995, todos os trabalhadores que estão expostos ao risco de atropelamento por veículos ou maquinaria em movimento devem usar equipamentos de alta visibilidade apropriados. Os fatos de trabalho que se catalogam como vestuário de alta visibilidade são confecionados com dois tipos de materiais: fluorescente, indicado para o dia; e retrorefletor, mais apropriado para trabalhar de noite. Devido àqueles trabalhos como limpa-neves que se realizam com total claridade do dia ou com pouca luz, possuem uma combinação de ambos os materiais. Estes fatos, casacos, coletes ou calças permitem que tanto operadores como condutor sejam vistos durante o seu trabalho na via pública. Além disso, o limpa-neves deverá levar os seus próprios sinais de aviso, assim como dispor da sinalização adequada na estrada, a fim de evitar acidentes desnecessários. A temporada de inverno aproxima-se, o Natal e é momento para extremar as precauções e a prevenção nos postos de trabalho que assumem altos riscos, assim como os condutores deverão ter em conta que em zonas com condições climáticas adversas podem encontrar pessoal a trabalhar na estrada, por exemplo, um limpa-neves.