A indústria alimentar pertence a um setor vasto e diverso: indústria de carne, peixe, laticínios, setor agrícola, produção de alimentos, embalagens, etc. Apesar das muitas diferenças entre cada um dos seus subsetores, há algo comum a todos eles, que é o facto de ser, em geral, um setor onde não só é indispensável proteger o trabalhador, mas também os produtos alimentares.
Ao longo das próximas linhas, abordaremos primeiramente os riscos que afetam a segurança dos produtos alimentares e, em seguida, os que afetam a saúde e o bem-estar dos trabalhadores destas indústrias. Veremos também quais são as boas práticas e elementos de proteção que nos ajudarão a preveni-los.
Riscos associados à segurança do produto alimentar
No setor alimentar podem ocorrer quatro tipos de contaminação: microbiológica, química, física e alergénica. Vejamos mais detalhadamente cada uma delas.
Contaminação microbiológica
Trata-se da introdução de microrganismos patogénicos nos alimentos, como bactérias, vírus, fungos ou toxinas. É a causa mais frequente de intoxicação alimentar.
Para a prevenir, é imprescindível evitar a contaminação cruzada na manipulação de alimentos crus, e prestar muita atenção ao manusear peixe e crustáceos, devido ao seu alto teor de organismos tóxicos.
Para evitar a contaminação microbiológica, a higiene das instalações e equipamentos é igualmente fundamental. O controlo de pragas é outro ponto a ter em conta, especialmente insetos voadores como as moscas, responsáveis pelo transporte de patógenos como a temida Salmonella.
Quanto ao trabalhador, este deve cuidar da sua higiene pessoal e, acima de tudo, usar um uniforme adequado, protegendo partes suscetíveis do corpo com luvas, gorros, máscaras ou óculos de proteção.
Contaminação química
A contaminação química ocorre quando uma substância química entra em contacto com o produto alimentar. São usados produtos químicos em todos os processos da cadeia: desde pesticidas nos campos até produtos de limpeza ou inseticidas nas fábricas.
Para começar, é imprescindível usar apenas produtos autorizados e seguir rigorosamente as instruções de uso do fabricante. Em qualquer caso, seja em fábricas ou cozinhas, conservar estes produtos separados dos alimentos, não pulverizá-los quando há alimentos por perto e verificar se não restam resíduos nas superfícies que estão em contacto com alimentos são algumas práticas essenciais.
Contaminação física
A contaminação física ocorre quando um objeto estranho (joias, cabelo, plástico, ossos, pedras, tecido…) entra em contacto com um alimento.
O manipulador de alimentos deve usar o cabelo apanhado e coberto com gorros ou toucas e retirar acessórios como anéis durante o horário de trabalho, por higiene e para evitar que possam cair no produto que está a ser elaborado. Além disso, deve verificar-se que as máquinas e utensílios estão em perfeito estado e, naturalmente, extremar a limpeza ao máximo.
Contaminação alergénica
A contaminação alergénica ocorre quando um produto que provoca uma reação alérgica entra em contacto com outro, devido à manipulação manual, a uma faca ou ao contacto na mesma superfície, entre outros.
Para evitá-la, devem ser destinadas zonas de armazenamento, preparação, equipamentos e utensílios diferentes, de forma que os alimentos que contêm algum alergénio não entrem em contacto com os outros. A limpeza de máquinas e utensílios é, claro, crucial.
Até aqui, vimos os riscos que podem afetar a segurança dos produtos alimentares. A seguir, focar-nos-emos nos principais riscos a que os trabalhadores do setor alimentar estão expostos, embora de forma geral, pois cada subsetor tem características próprias que implicam riscos específicos.
Principais riscos para os trabalhadores da indústria alimentar
O setor agroalimentar é um dos setores onde se sofrem mais acidentes de trabalho e, dentro dele, o subsetor da carne, especialmente. Vejamos quais são os principais riscos que enfrentam os trabalhadores destas indústrias.
Cortes: provocados pelo uso de ferramentas de corte. As mais perigosas são, sem dúvida, as potentes máquinas utilizadas para cortar produtos como carne com osso ou crustáceos congelados, por exemplo. Para evitar cortes, o trabalhador deve usar luvas anticorte ou de malha. Além disso, dependendo das tarefas, é recomendável o uso de óculos de segurança ou viseiras faciais para proteger olhos e rosto de partículas e salpicos.
Exposição a produtos tóxicos: produtos de limpeza, pesticidas e outros produtos utilizados para a preparação ou embalagem de alimentos. Provocam, entre outros, problemas respiratórios, de pele ou oculares. Uma ventilação adequada, a rotação de trabalhadores, a correta manipulação dos produtos e, claro, o uso de EPIs (luvas, máscara, óculos de proteção…) são as principais medidas preventivas.
Doenças infecciosas e parasitárias: frequentes especialmente em setores em que se está em contacto com animais, como na indústria da carne. Neste caso, são de vital importância a higiene pessoal e o uso de vestuário de trabalho como pijamas de trabalho, batas, aventais, gorros e luvas.
Exposição ao ruído: muito comum em indústrias como a de conservas devido à maquinaria utilizada nos processos de fabrico e embalagem. A exposição constante ao ruído gera, naturalmente, deterioração da audição, mas também stress e ansiedade.Para combater o ruído é necessária a proteção auditiva através de protetores de ouvido e tampões.
Vibrações: provocadas por certas máquinas, como as serras nos matadouros. Estas vibrações estão relacionadas com lesões nas articulações e ossos das mãos e braços. Como indicado num artigo específico sobre vibrações, recomenda-se que os trabalhadores reduzam o tempo de exposição à vibração, utilizem materiais isolantes que absorvam as vibrações ou usem luvas antivibração.
Stress térmico: provocado pelas temperaturas extremas que ocorrem em certas instalações, como câmaras frigoríficas ou no campo durante uma onda de calor no setor agrícola. Além de limitar o tempo de exposição ao frio ou ao calor, é indispensável criar espaços de descanso climatizados e utilizar vestuário de trabalho adequado.
Lesões: causadas por esforços excessivos e posturas incorretas ao manusear, mover ou carregar diferentes produtos. Por exemplo, durante a embalagem manual podem ocorrer lesões nas mãos e pulsos. Aconselha-se uma boa higiene postural juntamente com produtos ergonómicos como cintos. Para evitar quedas, o melhor é um bom calçado ergonómico e antiderrapante.
A indústria alimentar é vasta e complexa, e salvaguardar a segurança dos produtos e dos trabalhadores constitui um desafio importante. Na Naisa somos especializados em vestuário de trabalho e elementos de proteção: contamos com os produtos mais adequados para a sua atividade. Não hesite em consultar-nos!