Professores: risco de depressão e ansiedade

por Jorge Javier Carrión Gil o Oct 29, 2016

As crianças podem ser, por vezes, exaustivas, têm grande vitalidade e energia. Durante o Natal, os professores têm férias e recarregam as baterias para o regresso à escola, onde enfrentam riscos como stress, ansiedade ou lesões na voz.

Fatores psicossociais que o professor assume

Os professores têm uma carga emocional muito forte no seu trabalho; a relação com crianças de tenra idade em grupos grandes requer muita atenção e paciência.

Entre os riscos psicossociais que um professor enfrenta, destacam-se a organização do trabalho e a pressão para cumprir as expectativas e objetivos definidos para cada ano. À medida que o ano letivo avança, os professores podem entrar em estados de ansiedade se surgirem atrasos na entrega e cumprimento dos objetivos.

O stress é um dos riscos com que um professor convive, desde fatores de stress social ou do ambiente físico, até fatores que afetam o próprio indivíduo. Situações de sobrecarga ou preocupações, tanto pelo trabalho em si como por cada aluno, podem levar a perturbações psicológicas graves.

A depressão é outro dos riscos que enfrentam os professores que se veem sobrecarregados pela situação laboral diária. A falta de motivação ou a hipersensibilidade são os primeiros sintomas.

Outros riscos laborais associados ao corpo docente

Além das situações comuns de stress, ansiedade ou combate à depressão, enfrentam riscos com terminologia própria como a Síndrome de Burnout ou síndrome de esgotamento profissional, que é uma perturbação emocional que afeta múltiplos profissionais e, em teoria, o seu vínculo com o âmbito laboral é reconhecido há pouco tempo. Esta síndrome desenvolve-se devido ao stress, causado pelo trabalho e pelo estilo de vida do professor.

Entre os sintomas mais comuns, os professores desenvolvem um sentimento de esgotamento, fracasso e impotência, bem como uma diminuição da autoestima e um estado permanente de nervosismo. Dores de cabeça ou taquicardia são os sintomas mais fortes da Síndrome de Burnout, que afetam o desenvolvimento das atividades diárias, tanto profissionais como pessoais.

Mobbing, uma palavra que se tornou conhecida tanto no âmbito profissional como entre as crianças da escola. No plano laboral, é identificado como o assédio ou aqueles comportamentos e condutas abusivas que degradam psicologicamente o professor. Tudo isso leva a minar o moral e a autoestima. O mobbing pode ocorrer entre colegas de profissão ou o professor pode sofrer mobbing por parte dos seus alunos.

Deteta-se mobbing quando o professor sofre um isolamento do resto dos colegas, fica saturado com carga de trabalho e mais se estes são de categoria inferior à sua profissão. Agrava-se se a situação é coberta de insultos e ofensas verbais, ameaças ou frases discriminatórias.

 

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