Simulacros, por que são importantes?
por Jorge Javier Carrión Gil o Oct 29, 2017Escolas, oficinas ou fábricas, assim como qualquer tipo de empresa, devem cumprir a Lei de Prevenção de Riscos Profissionais (PRP) e ter um Plano de Prevenção de Riscos Profissionais. Este Plano inclui a periodicidade e a ata dos simulacros realizados na empresa.
Um simulacro implica realizar uma imitação de um possível acontecimento futuro, como um incêndio ou uma situação de alarme que exija a evacuação dos trabalhadores para evitar qualquer acidente de trabalho.
Assim, os simulacros serão diferentes em função do local onde são realizados e da forma como as instalações estão distribuídas, bem como do tamanho das mesmas e do número de trabalhadores.
As vantagens de realizar um simulacro
De acordo com o Decreto Real 393/2007, que aprova a norma básica dos planos de autoproteção, para as atividades abrangidas pelo Anexo I: é obrigatório realizar simulacros pelo menos uma vez por ano.
Implementar um simulacro é uma árdua tarefa de coordenação, mas tem grandes benefícios. Por um lado, prepara os trabalhadores para agir em caso de emergência, desde a evacuação coordenada até à prática das responsabilidades de primeiros socorros e chamadas para centros de emergência.
Por outro lado, um simulacro serve para verificar se todas as condições de segurança e os tempos de evacuação estão corretos. Além disso, detetar que as rotas para evacuar a instalação estão corretamente desimpedidas e que é possível circular por elas. Da mesma forma, verificar se as portas de emergência são acessíveis e podem ser abertas rapidamente.
Também pode ser realizada uma simulação onde são utilizados extintores e são acedidos equipamentos de proteção, como pode acontecer numa central nuclear que requer máscaras protetoras.
O simulacro pode ir até ao extremo, para estar prevenido de qualquer ação. Com isto referimo-nos a realizar alguma reanimação cardiorrespiratória ou um atendimento de primeiros socorros.
Após o simulacro
Um simulacro pode levar aproximadamente uma manhã de trabalho, embora devesse ser realizado num curto período de tempo. Além de fazer soar os alarmes e cronometrar o tempo em que a evacuação é realizada, o Plano de Prevenção exige que cada ação seja documentada.
O técnico de PRP da empresa deverá elaborar uma ata ou documento que registe todas as ações e tempos da evacuação. Neste documento serão registadas as possíveis ocorrências que se tenham produzido, como extintores que se encontram em locais inacessíveis ou elementos que possam estar a obstruir as portas de saída de emergência.
Os simulacros de evacuação contam com a supervisão por parte da proteção civil da cidade e são eles que avalizam se cumprem todos os requisitos.