Boas práticas para soldadores

por Lorena Mosquera o Oct 29, 2025

Metalurgia, construção, construção naval, manutenção industrial…: os setores profissionais onde a atividade de soldadura é realizada são numerosos. Independentemente disso, a atividade dos soldadores envolve certos riscos não desprezíveis para a saúde e segurança dos trabalhadores. Por exemplo, são comuns desde queimaduras ou lesões oculares até intoxicações. Trata-se de uma atividade cujos riscos é muito importante conhecer para implementar as medidas necessárias para preveni-los.

No artigo de hoje focamo-nos, pois, nos riscos inerentes a esta profissão e propomos uma série de boas práticas para os soldadores.

O que faz um soldador?

Boas práticas para soldadores

Um soldador une dois elementos metálicos da mesma natureza, fundindo as suas bordas através de uma fonte de energia. Existem numerosos procedimentos para soldar, sendo provavelmente o mais habitual o arco elétrico. Além disso, não podemos esquecer outras tarefas associadas à soldadura como cortar, cisalhar, lixar ou esmerilar metais.

Vejamos em primeiro lugar alguns dos riscos mais habituais para um soldador.

Principais riscos de soldar

  • Inalação de fumos de soldadura. Este é o risco mais grave tanto para o soldador como para as pessoas que se encontram perto. A sua inalação poderá estar relacionada com certas doenças como asma, bronquite, cancro e, claro, a chamada febre do soldador.
  • Queimaduras. Podem ser provocadas pela projeção de gotículas metálicas e resíduos metálicos, pelo contacto com superfícies a alta temperatura e também pela radiação ultravioleta que é gerada durante a soldadura.
  • Lesões oculares. A radiação infravermelha provoca queimaduras de córnea e cataratas. A radiação ultravioleta afeta a retina e provoca o “olho de arco”. A projeção de partículas também pode afetar o olho.
  • Lesões auditivas. O ruído provocado durante a soldadura, bem como tarefas associadas como o martelar, afetam sem dúvida o ouvido.
  • Eletrocussões. Estas são devidas ao arco elétrico e ao facto de muitas vezes se trabalhar sobre superfícies condutoras ou em ambientes húmidos pode provocar.
  • Incêndios e explosões. Podem ser provocadas por diversos fatores como o arco elétrico, faíscas, gases inflamáveis…

 

Até aqui vimos os principais riscos a que um soldador está exposto. É claro que pode haver muitos mais e isso dependerá do trabalho específico que se realize. Vejamos agora quais são as principais práticas recomendadas para evitar, na medida do possível, estes perigos.

Boas práticas em soldadura

Boas práticas para soldadores

O responsável pela segurança de uma empresa deve avaliar os riscos a que os trabalhadores estão sujeitos. Depois, deve encarregar-se de implementar as medidas preventivas correspondentes. Cada empresa é um caso particular. Ou seja, estas ações variam em função de fatores como o local de trabalho, os cargos ou a formação que os trabalhadores possuem.

Em qualquer caso, existe uma série de medidas que serão comuns à maioria das empresas onde se realizam trabalhos de soldadura.

Em primeiro lugar, devem ser priorizados métodos de soldadura que emitam menos fumos, como a soldadura por arco submerso, soldadura com gás protetor ou através de soldadora sinérgica.

Além disso, recomenda-se a instalação de dispositivos de extração dos fumos de soldadura na sua origem: mesa de aspiração, maçaricos de extração… E aconselha-se melhorar a ventilação geral, tendo em conta que em espaços confinados é necessário optar pela ventilação mecânica.

Para reduzir os riscos de eletrização, recomenda-se evitar qualquer tipo de contacto com bobinas de fio em tensão, não enrolar um cabo de soldadura à volta do corpo, utilizar roupa de trabalho seca e isolante ou utilizar um tapete isolante quando se trabalha em contacto com superfícies metálicas.

Convém também destacar a necessidade de uma formação completa para os trabalhadores e responsáveis. Isto assegura tanto o uso adequado dos equipamentos de trabalho como dos dispositivos de proteção coletiva e individual.

Medidas de proteção coletiva para soldadores

Boas práticas para soldadores

Podem ser adotadas diversas medidas de proteção coletiva: o uso de cortinas e ecrãs opacos para proteger o ambiente contra a radiação ou a insonorização das oficinas. Nos casos em que não seja possível contar com um dispositivo de proteção coletiva ou este se revele insuficiente, o uso de aparelhos de proteção respiratória é imprescindível. Recomenda-se os dispositivos de ventilação livre ou assistida, com filtros P2 no mínimo e, quando o ambiente é pobre em oxigénio, podem ser usados aparelhos de proteção respiratória isolante.

EPI para soldadores

Por último, não podemos esquecer a importância dos equipamentos de proteção individual: capacete ou máscara com filtro, fato-macaco ignífugo, botas para soldar, proteção ocular e auditiva, avental ignífugo…

Como acabamos de ver, o trabalho do soldador está relacionado com não poucos riscos e estes variam consoante o setor, o ambiente de trabalho, o procedimento utilizado ou os materiais utilizados. No presente artigo propusemos uma série não exaustiva de boas práticas para o soldador, mas é importante recordar que cada trabalho tem as suas características e riscos particulares e que, portanto, haverá que analisá-los antes de abordar a prevenção.

Na loja online da Naisa contamos com todos os equipamentos e elementos necessários para soldar com segurança: luvas de soldadura, máscaras, roupa e todo o tipo de complementos. Visite o nosso site e encontre o produto que procura para trabalhar com segurança.

Dejar un comentario