Uniformes sanitarios: conoce su evolución y características

Uniformes sanitários: conheça a sua evolução e características

por Jorge Javier Carrión Gil o Jan 04, 2022

Nos últimos dois anos, a pandemia que vivemos fez com que os uniformes de saúde se tornassem uma imagem quase omnipresente nos meios de comunicação social e no nosso dia a dia. Poucos uniformes criam uma imagem social tão marcante e são tão reconhecíveis como os dos médicos, enfermeiros e auxiliares. A perceção e valorização destas profissões estão fortemente ligadas à imagem que estes profissionais projetaram ao longo da história, sendo os uniformes de saúde não apenas um elemento funcional, mas também de distinção, e como tal, sofreram grandes transformações.

UNIFORMES DE ENFERMAGEM

O uniforme de enfermagem tem experimentado uma constante evolução ao longo da história para se adaptar aos requisitos da profissão e às convenções sociais que a vestimenta das mulheres deveria seguir, já que na sua origem tem sido uma atividade eminentemente feminina. Assim, poucos uniformes refletiram tão bem a evolução do papel da mulher na sociedade e as mudanças socioeconómicas como o desta profissão, por vezes até como objeto de polémica quando tem sido utilizado para perpetuar estereótipos sexistas.

A sua origem mais remota pode ser encontrada no hábito das freiras que se dedicavam ao cuidado dos doentes e dos feridos de guerra desde a Idade Média, sendo as primeiras a exercer esta atividade. Durante muito tempo, esta origem religiosa continuou a influenciar de forma notável os uniformes que foram utilizados posteriormente, continuando a sua semelhança em cores e designs com os hábitos religiosos e primando o decoro exigido às mulheres em detrimento da funcionalidade. Assim, o uso de toucas, longas capas e saias continuou a ser a norma até ao início das primeiras modificações, quando a enfermagem começou pouco a pouco a ser considerada uma profissão em si mesma.

A passagem de atividade caritativa e religiosa para profissão de saúde e a abertura das primeiras escolas de enfermagem para mulheres marcam o início das mudanças no uniforme. Florence Nightingale, considerada a pioneira da enfermagem moderna em meados do século XIX, modifica o uniforme desta profissão, então ainda embrionária, para o tornar mais funcional com um conjunto de duas peças composto por saia longa e casaco com gola e punhos bordados, mantendo o uso de touca. A Grande Guerra simplifica mais os uniformes devido à necessidade de atender a um grande número de feridos e ter o maior conforto possível, mas dentro dos códigos de vestimenta da época para as mulheres, com um vestido volumoso e um longo avental. Após a guerra, a liberalização dos costumes e da moda feminina deixam para trás este uniforme pouco prático e é substituído por um simples e leve vestido branco com avental que serviria de base para os uniformes das décadas seguintes. Após a II Guerra Mundial e até à década de setenta, foram-se adaptando à moda mutável da época, com mangas, aventais e saias mais curtos, aos quais se adicionam meias brancas.

Uniformes sanitários de enfermeiras

Nas décadas de setenta e oitenta, ocorreram mudanças muito significativas na composição destes uniformes. No nosso país, o uso da touca desaparece de forma maioritária (embora em alguns países se mantenha ainda hoje) e a crescente incorporação de homens na profissão adiciona a calça e o casaco em branco à uniformidade, opção de vestimenta que foi sendo adotada por cada vez mais enfermeiras até à atualidade, em que no nosso país é igual para ambos os sexos.

UNIFORMES MÉDICOS

A cor preta era a cor original da vestimenta dos médicos durante a Idade Média, pois cobria e disfarçava a sujidade. A alta taxa de mortalidade entre os pacientes e esta cor tão sombria fizeram com que os médicos fossem relacionados com a morte mais do que com a saúde e a vida. A falta de higiene na roupa dos médicos contribuía de forma notável para esta alta mortalidade por ser um foco de transmissão de infeções e doenças, pelo que, com o avanço da ciência médica e o conhecimento da importância da higiene, optou-se pela cor branca para ver com clareza a sujidade e as manchas.

A evolução na organização hospitalar após a I Guerra Mundial e os novos designs e tecidos foram destronando a cor branca como opção para os uniformes de médicos e cirurgiões. Considerou-se que a cor branca, juntamente com a luz dos focos e a cor das paredes, podia favorecer a fadiga visual, além de serem muito evidentes as manchas de sangue e a sujidade. Por isso, optou-se pelas cores verde ou azul para o uniforme dos médicos, já que estas cores reduzem a fadiga visual e são cores opostas ao vermelho, pelo que dissimulam as manchas de sangue e permitem diferenciar uma possível hemorragia do paciente das manchas da roupa do cirurgião. Também se incorpora a bata branca como elemento do uniforme em consulta e laboratório, não só para evitar contaminações cruzadas, como na sua origem.

Como vimos, o uniforme dos profissionais de saúde evoluiu a par das mudanças científicas e sociais e o atual pouco ou nada tem a ver com aqueles uniformes aparatados de outrora, além de terem sido eliminadas as diferenças entre o uniforme masculino e feminino, salvo algum elemento estético. Hoje podemos encontrar como elementos principais deste uniforme os seguintes:

  • Tamancos de saúde: dadas as longas jornadas de trabalho que passam de pé, este calçado deve ser leve, ergonómico e respirável, e oferecer o máximo conforto. A sola deve ser antiderrapante e ser fabricada com um material resistente a químicos que permita a sua correta limpeza e desinfeção. Hoje em dia, podem-se encontrar modelos que, mesmo reunindo estas características técnicas, oferecem designs mais descontraídos do que as clássicas cores lisas.
  • Batas: na sua origem, eram longas e brancas, estilo túnica, como parte do uniforme cirúrgico para evitar transmitir infeções cruzadas. Hoje em dia, são parte do vestuário dos profissionais de saúde em consulta e laboratório, além de um símbolo da profissão que transmite autoridade e tranquilidade ao paciente. Os modelos atuais têm designs cuidados, inclusivamente com modelos ligeiramente ajustados para mulher, que oferecem um extra de elegância além da funcionalidade.
  • Pijamas de saúde: é formado por um conjunto de bata de saúde e calças, geralmente nas cores azul ou verde para a área cirúrgica, brancos ou com estampados alegres em áreas como pediatria para contrariar a frieza do ambiente hospitalar. O tecido deve ser hipoalergénico e de boa qualidade para suportar as lavagens e desinfeções necessárias, além de confortável e não dificultar os movimentos.
  • Touca de saúde: é um elemento que proporciona higiene, recolhendo o cabelo e evitando que caiam cabelos soltos. A ampla gama de cores existentes permite combiná-los com o restante uniforme, e também existe a opção de bandana, que realiza a mesma função e é de fixação mais fácil.

Estes elementos do uniforme podem ser personalizados, quer com bordado ou impressão em vinil com o nome do profissional ou do centro hospitalar ou clínica, conferindo um valor acrescentado à imagem do pessoal, além de distinguir o seu proprietário. Na Naisa, somos especialistas em personalização de vestuário de trabalho. Consulte-nos!

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